A importância do movimento feminista na luta pelos direitos das mulheres
Enviada em 11/11/2020
O movimento feminista no Brasil surgiu no século XX com a chamadas sufragistas, essas mulheres buscavam naquela época direito ao voto, que era apenas garantido a homens, além de direitos sociais e trabalhistas, uma vez que elas eram consideradas mão de obra barata e sofriam todos os tipos de exploração nos empregos. Atualmente, a Constituição Federal garante que todos são iguais perante a lei, entretanto, na prática os homens são mais privilegiados, pois ocupam maiores cargos e recebem maiores salários nas empresas, e não sofrem violência apenas por serem homens.
Em primeira instância, é notório que durante muitos anos as mulheres eram consideradas propriedades dos homens, suas únicas funções eram cuidar da família e da casa, com a Revolução Industrial e as Guerras Mundiais, houve a necessidade da inserção delas no mercado de trabalho, mas, ainda assim, eram consideradas menos capacitadas que o sexo masculino. Hodiernamente, o gênero masculino ainda é maioria entre cargos superiores e as mulheres ganham 30% a menos para exercer a mesma função que eles, de acordo com a pesquisa do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Isso acontece, em partes, pois as mulheres ainda são consideradas inferiores e acredita-se que elas geram mais gastos à empresa, uma vez que podem engravidar e tirar licença maternidade.
Além disso, o sexo feminino é o que mais sofre violência por questão de gênero, por isso, uma das lutas das feministas é acabar com isso e garantir que a justiça seja feita. De acordo com a Secretaria de Políticas para Mulheres do Governo Federal, uma mulher é violentada a cada 12 segundos, a maioria dos casos ocorre em ambientes familiares e os atuais ou ex-companheiros, pais ou irmãos são os principais agressores. Constantemente, as agressões ocorrem por ciúmes ou quando eles acham que elas são abrigadas a obedecê-los, e quando isso não acontece, partem para agressão; em casos mais graves as agressões podem se transformarem em feminicídios -assassinato de mulheres por questões de gênero-, que segundo a IPEA, ocorrem a cada 90 minutos no Brasil.
Urge, portanto, que instituições públicas cooperem para incentivar o movimento feminista no Brasil. Cabe ao Ministério do Trabalho garantir que as mulheres recebam os mesmos salários que os homens, por meio de fiscalizações nas empresas, multando-as em caso de comprovação de desigualdade salarial entre os gêneros, a fim de garantir que a lei da Constituição seja cumprida. Ademais, cabe ao Ministério da Justiça garantir que as mulheres não sofram mais violência, por meio de punições mais graves aos agressores, a fim de que diminua a taxa de feminicídio e agressão. Por fim, cabe as Escolas e mídia incentivar as meninas e meninos a lutarem pelos direitos feministas, por meio de palestras e propagandas com representantes do movimento, a fim de que a luta nunca acabe.