A importância do movimento feminista na luta pelos direitos das mulheres

Enviada em 28/11/2020

Na obra “Utopia”, do escritor e filósofo inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social caracteriza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, fora da ficção, o que se observa é o oposto do que o autor apresenta, uma vez que a desigualdade de gênero exibe barreiras, as quais dificultam a concretização das ideias de More. Nesse sentido, o movimento feminista mostra-se como importante opositor a esse sistema arcaico que privilegia o homem por ser homem e que tem como causa a busca por direitos análogos entre os gêneros, trazendo importantes conquistas para as mulheres no decorrer dos anos até a atualidade.

De início, vale discutir os fatores que levaram a origem desse movimento que une mulheres do mundo todo na luta por seus direitos. A respeito disso, a civilização construiu, durante toda a sua história, uma cultura de dominação do sexo masculino baseada, inicialmente, na vantagem física deles. Assim, a mulher ficou, até o século XX, completamente a mercê do homem, sem direitos sociais e políticos e sendo considerada por muitos como um objeto que deveria ser submisso e obediente a seu marido. Dessa forma, essa violência encontrada em diversos setores do corpo social fez com que surgisse um sentimento de união contra o domínio patriarcal da sociedade machista.

Faz-se mister, ainda, ressaltar as importantes conquistas das mulheres, em especial nos séculos XX e XXI. Acerca disso, em 1932 a Constituição Federal brasileira permitiu, pela primeira vez, que mulheres votassem. Outrossim, em 1945 a Carta das Nações Unidas afirmou a igualdade de direitos entre homens e mulheres. Ademais, em 2006 ocorreu a criação da Lei Maria da Penha, primeira a reconhecer e elaborar mecanismos para combater a violência doméstica. Contudo, muitas dessas leis e propostas ficam apenas no campo teórico, não sendo verificadas na prática já que, por exemplo, no Brasil, as mulheres ganham salários 30% menores do que os homens exercendo a mesma atividade. Assim, percebe-se que ainda há um longo caminho para a plena igualdade de gênero no país.

Portanto, cabe ao Estado, por meio do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, difundir, nas redes sociais e nos canais abertos de televisão, campanhas publicitárias de conscientização sobre a igualdade entre os sexos, além de oferecer vantagens a empresas que promoverem a contratação e pagamento salarial de forma análoga entre homens e mulheres, com o fito de alterar o pensamento arcaico e machista da sociedade e alcançar a equiparação entre os gêneros. Assim, em médio e longo prazo, o sonho de igualdade pelo qual o movimento feminista tanto lutou se tornaria realidade e a coletividade estaria um passo mais próxima da “Utopia” de Thomas More.