A importância do movimento feminista na luta pelos direitos das mulheres
Enviada em 30/06/2021
Durante um dos episódios de Grey’s Anatomy, a residente Izzie Stevens, por já ter sido modelo sensual, é assediada pelo próprio colega de turma Alex Karev. De maneira análoga, assim como Izzie, muitas mulheres sofrem situações similiares ou, até mesmo, piores, o que demonstra o quão machista e patriarcal é o mundo. Nesse sentido, a importância do movimento feminista pelos direitos das mulheres é mais que fundamental, uma vez que reflexos históricos e uma educação deficitária são graves razões para a perpetuação da hierarquia de sexos.
Diante desse cenário, vale destacar que um passado marcado pelo sexismo reflete, diretamente, no consciente de uma boa parcela da população. Sob esse ângulo, consoante os estudos da Sociologia, o reconhecimento da cidadania é buscado por diversos grupos há séculos. Sendo assim, ao se observar que a mulher só teve sua participação como cidadã — bastante restrita até hoje — reconhecida após a Revolução Francesa, já a dos homens desde o século 4 a.C, nota-se que, consequentemente, a ideia de a mulher ser o sexo frágil, por perdurar há séculos, está enraizado no povo. Logo, é mais que necessária a atuação do movimento feminista para quebrar esse esteriótipo e promover a igualdade de gênero.
Ademais, é importante salientar que a baixa qualidade da educação é algo que permite a presença dessas injustiças. Nesse viés, consoante Immanuel Kant — filósofo pós-moderno — o homem tem seu intelecto formado de acordo com o que lhe é ensinado. Sob essa lógica, se há um obstáculo social, há uma lacuna educacional. Sendo assim, no que tange ao machismo estrutural, percebe-se que a escola não cumpre seu papel no sentido de prevenir e reverter os entraves coletivos, uma vez que ela mesmo não aborda sobre a importância histórica da mulher na luta por igualdade. À vista disso, tem-se, por exemplo, a esquecida Olympe de Gouge — uma das pioneiras da luta feminista na Revolução Francesa. Assim, um possível caminho para se combater o sexismo é usar o postulado de Kant: fazer o homem evoluir intelectualmente a partir de um ensino que preze pela igualdade e pelo respeito mútuo.
Infere-se, portanto, que o Ministério da Educação, enquanto regulador das práticas educacionais do país, com a mídia, modifique a mentalidade dos estudantes, por meio de projetos pedagógicos, que os estimulem a pesquisar sobre os diversos papeis femininos na construção da sociedade atual. Nessa perspectiva, tal plano terá a finalidade de tornar as novas gerações mais engajadas na luta pelos direitos sociais, evidenciar o quão forte é o sexo feminino e extinguir situações constrangedoras, como a que Stevens passou. Dessa forma, espera-se construir uma nação livre, justa e solidária.