A importância do movimento feminista na luta pelos direitos das mulheres
Enviada em 09/04/2021
Durante o governo provisório de Getúlio Vargas em 1932, as mulheres conquistaram o direito ao voto e buscavam ampliar igualdade. Entretanto, a desigualdade salarial e a violência contra a mulher continuam até hoje, tornando crucial o apoio do movimento feminista para que elas lutem por seus direitos. Para desconstruir esse cenário nefasto, faz-se crucial mitigar não só a inoperância do Estado, como também a inércia do corpo social.
Antes de tudo, é fulcral analisar a postura governamental frente ao crescente movimento das mulheres. A esse respeito, o contratualista John Locke afirma em sua teoria do “Contrato Social”, que é dever do Estado garantir os direitos naturais do cidadão, dentre eles, a vida. No entanto, dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) mostram que o Brasil ocupa o 5° lugar no ranking de feminicídio no mundo. A falta de incentivo do Poder Público para ajudar o movimento feminista corrobora essa danosa realidade. Nesse sentido, é indubitável que medidas sejam tomadas para mudar esse panorama.
Ademais, a indiferença de substancial parcela da população acerca dos direitos das mulheres mostra-se empecilho para igualdade de gênero. Para a filósofa Hannah Arendt, em seu conceito de “banalidade do mal”, a sociedade tende a imitar hábitos arcaicos de uma geração. Nesse viés, muitas pessoas ainda associam que o papel das mulheres é apenas cuidar do lar. O movimento feminista é importante não só por lutar pelos direitos das mulheres, mas também por ajudar a sociedade a entender que elas podem exercer qualquer função de trabalho, seja dentro ou fora de casa. Desse modo, é necessário que haja uma desconstrução desse pensamento errôneo desses cidadãos.
Urge, pois, que medidas sejam tomadas com o intuito de se coibir o problema discorrido. Nesse sentido, o Poder Público -importante órgão garantidor dos direitos do cidadão- deve melhorar as leis de apoio às mulheres contra violência, além de criar programas disseminados pelas mídias e liderados pelo Ministério da Educação, a fim de incentivar a população a entender e apoiar o direito das mulheres. Assim, far-se-á jus ao zelo pelas questões sociais prezados pela personagem Mafalda.