A importância do movimento feminista na luta pelos direitos das mulheres

Enviada em 09/04/2021

Consoante a visão do filósofo Aristóteles, a ciência política se sobressai em relação as outras, estando ela para o exercício do bem coletivo. Entretanto, esse pensamento não condiz com a realidade brasileira, uma vez que a importância do movimento feminista pela luta dos direitos das mulheres, ainda, é deixada de lado, legitimando, a tamanha desigualdade de gênero. Nesse sentido, deve-se analisar não só o imperativo do individualismo, atrelado à mentalidade arcaica da população, mas também a negligência governamental como corroboradores desse imbróglio.

Em primeira análise, é cabível ressaltar que o individualismo se sobrepõe em detrimento do coletivismo. Sob esse viés, é notório salientar que o egocêntrismo, está diretamente ligado à mentalidade retrógrada da sociedade, pois, nos tempos coloniais, era comum tratar a mulher como submissa aos homens, o que a configurava como uma pessoa sem direitos, sem vontades próprias, e sempre considerada inferior ao sexo masculino. Prova disso, é que as mulheres ganham 19% a menos que os homens, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Com isso, percebe-se a importância do movimento feminista, na busca a igualdade de gênero, na quebra de estigmas sociais adotados pela sociedade patriarcal, visto que ele contribui com os direitos iguais entre ambos os sexos, em várias esferas como a política, a cultural, a social, na autonomia e na segurança, por exemplo.

Soma-se a isso, a negligência governamental no que tange à falta de informações sobre o movimento feminista.  Conforme previsto na Constituição Federal de 1988, no artigo 5°, todos são iguais perante a lei, porém, é evidente destacar que essa igualdade assegurada na Magna Carta, não está presente de maneira eficaz na sociedade, já que há uma grande disparidade no tratamento entre os sexos. Isso, além de consequência de modelos adotados no Brasil Colonial, tem como mais dois principais fatores, a omissão de fiscalização em situações de grande desprestígio social, e a ausência do estímulo a informação sobre esse movimento, o que gera ideias deturpadas no que se diz respeito ao feminismo.

Logo, entende-se que essa problemática urge por medidas interventivas, pois fere  com a Lei Máxima. Dessa forma, o Ministério da Educação deve valorizar o âmbito estudantil, como forma de ensinar os alunos sobre o movimento feminista, além de instruir sobre a igualdade de gênero, por meio de materiais adequados e campanhas, que abordem o porquê a sociedade patriarcal é ultrapassada, e traga, ainda, como o modelo de uma sociedade justa favorece ambos os lados, tendo como objetivo, uma população mais consciente. Por sua vez, cabe ao Estado, ampliar fiscalizações em empresas, além de elaborar um plano de Ação que aborde informações sobre o movimento feminista. Assim, é possível alcançar uma sociedade que esteja para o exercício do bem coletivo, como pautava Aristóteles.