A importância do movimento feminista na luta pelos direitos das mulheres
Enviada em 09/04/2021
O Movimento Feminista surge no século XIX em um ambiente em que as mulheres eram subjulgadas e diminuídas a figura passional e inerte. A partir disso, ganhando cada vez mais força, o movimento ascende na sociedade, sendo responsável pela conquista de direitos para as mulheres, dentre eles o sufrágio universal. Todavia, é evidente a existência de um grande abismo entre a realidade brasileira e o ideal de igualdade de gênero defendido, ora pela falta de educação sobre o tema, ora pelo machismo enraizado na população.
Em verdade, apesar do importância do feminismo na educação, esse é, ainda, um assunto pouco difundido, não só nas escolas, como também nos demais espaços sociais. Tal fato, somado a visão esteriotipada que é ensinada, desde cedo, das mulheres, fomenta os entraves e as barreiras para se conseguir a igualdade de direitos e deveres entre os homens e as mulheres, máxima do Movimento Feminista. Sob esse viés, Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, ao postular que a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo, expressa a importância de usá-la contra a ignorância, os estigmas e os esteriótipos. Assim, para que em vez de repassar a imagem da mulher submissa, tão presente nas gerações anteriores, seja transmitida a luta do Movimento Feminista e sua contribuição na conjuntura atual, é necessário que medidas educativas, de amplo alcance, firmem-se na sociedade.
Outrossim, o machismo, consolidado pelo patriarcado ao qual o País por tantos anos viveu, corrobora a problemática. De acordo com Jurgen Habermans, filósofo alemão da contemporaniedade, a sociedade é dependente da crítica de suas próprias tradições. Nessa perspectiva, o pensamento do Período Colonial, do senhor do engenho, homem a frente do comando do lar e dos negócios, tornou-se tradicional, perpassando os séculos, fazendo-se presente no contexto atual, embora que, na maioria das suas representações, de maneira subliminar. Dessa forma, a quebra dessa estrutura, que apoia a misoginia e o feminicídio, é essencial na luta pelos direitos das mulheres, a exemplo da igualdade salarial, impedida por esse machismo enraizado.
Destarte, com intuito de mitigar os problemas supracitados, é mister que o Governo, na figura do Ministério da Educação, torne obrigatória a inserção da matéria de sociologia no ensino fundamental, investindo, além disso, em projetos educativos extraclasse que discorram sobre o Movimento Feminista e sua relevância, por meio de subsídios tributários, com o fito de formar adultos críticos e esclarecidos quanto ao papel da mulher na sociedade. Ademais, é imprescindível que a mídia, caracterizada pelo seu longo alcance, em programas e propagandas, exponha a nocividade do machismo, a fim de educar e atenuar sua ocorrência na população.