A importância do movimento feminista na luta pelos direitos das mulheres
Enviada em 09/04/2021
De acordo com a Constituição Federal de 1988, homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, seja na vida civil, no trabalho e na família. No entanto, sabe-se que a desigualdade de gênero ainda é uma realidade vigente, fazendo com que, mulheres sejam vítimas de opressão e violências físicas e psicológicas, provenientes de uma sociedade machista e que não respeita o espaço feminino.
De início, ressalta-se o contexto histórico envolvido nessa problemática. Nos séculos passados, as mulheres eram tratadas meramente como propriedades dos homens, onde essa apropriação era passada dos pais aos esposos. Dessa forma, direitos hoje considerados comuns, como ao voto, ao divórcio, à herança e à guarda maternal, eram inexistentes, fazendo com que assim, a mulher tivesse a obrigação de aceitar seu destino de viver uma vida voltada aos comandos do homem. No entanto, o desejo de liberdade tornou-se a ferramente necessária para a luta feminina por igualdade, ato que inicialmente, custou muitas vidas, como na greve operária de 1857.
Em seguida, destaca-se o contexto contemporâneo, no qual é necessário movimentos feministas para proteger os direitos da mulher. Isso se comprova ao analisarmos as desigualdades vigentes, como os sálarios diferentes em cargos iguais e os números abundantes de violência doméstica, abusos sexuais nos locais de trabalho e o comportamento arcaico de apropriação do corpo feminino. Dessa forma, movimentos que busquem o espaço igualitário são necessários para a proteção e inserção da mulher em todos os locais em que ela quiser estar, sendo respeitada e acolhida.
Portanto, faz-se necessária a ampliação de movimentos feministas, através de ações que deem novos rumos a história da mulher. Para isso, cabe às escolas acrescentarem na grade curricular a disciplina de direitos constitucionais, abordando a importância da igualdade de gênero, para provocar a conscientização dos jovens desde a formação intelectual.