A importância do movimento feminista na luta pelos direitos das mulheres

Enviada em 02/06/2021

A série “Coisa mais linda”, produzida pela Netflix, retrata uma sociedade onde as figuras de autoridade são voltadas para os homens. Ambientada no Rio de Janeiro, a trama acompanha a história de Maria Luísa, uma jovem paulista que, junto ao apoio de suas amigas, segue seu instinto em montar uma casa com música ao vivo, após ser abandonada pelo marido e ele ter fugido com todo o seu dinheiro. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada pela série, infelizmente, ainda se relacionada bastante com os dias hodiernos.

A misoginia ainda persiste nos dias atuais e a luta feminista permanece sendo substancial na luta das mulheres pelos seus direitos, acarretando em diversas conquistas e na emancipação feminina. Primeiramente, é essencial destacar que, lamentavelmente, o patriarcado implantou uma cultura de estupro, desprezo, ódio e objetificação das mulheres. Elas foram e continuam sendo assassinadas, estupradas, julgadas e menosprezadas. Em contrapartida, o feminismo luta contra esse sistema imposto. Esta busca por direitos vem de uma longa data, desde as bruxas perseguidas na Idade Média, onde se sondava o movimento em seus primeiros passos.

O filme ‘‘As Sufragistas’’ relata a primeira onda do feminismo, contando a história das mulheres que enfrentaram seus limites e resistiram à opressão, lutando pelo seu direito de voto. Por conseguinte, analisa-se várias conquistas deste movimento. As mulheres alcançaram direitos sociais, políticos e trabalhistas ao longo dos anos. Entre eles, o direito de estudar, ao voto, ao mercado de trabalho, ao divórcio, a criação e comercialização da pílula anticoncepcional. A Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, são mais uma conquista feminista.

Tendo em vista tal cenário, é de fundamental importância que tanto escolas como as mídias proponham um debate maior sobre esta temática, através de palestras, debates e programas televisivos, a fim de que vá se quebrando cada vez mais a dominação masculina. Ademais, para que se rompa este paradigma de inferioridade feminina, tambem é necessário também que o Estado apoie esta causa, criando mais delegacias e hospitais com atendimento especializado à mulher, melhorando o acesso e serviço dando as mulheres tratamento diferenciado e prioritário. Com tais medidas, o país progredirá