A importância do movimento feminista na luta pelos direitos das mulheres
Enviada em 03/06/2021
As greves de alfaiates ocorreram no Brasil no século 19 e visavam melhorar as condições de trabalho das mulheres, como redução da jornada de trabalho e aumento de salários. Nesse sentido, a característica desse acontecimento histórico é a posição de vanguarda na luta das mulheres no país. Sob o mesmo prisma, podem-se observar movimentos de mulheres contemporâneas, também chamadas de feministas, que lutam por direitos que normalmente não são oferecidos às mulheres. Portanto, os grupos feministas têm desempenhado um papel importante no combate à violência doméstica e sexual que assola muitas mulheres brasileiras.
Segundo a Comissão Nacional de Justiça (CNJ), a priori deve-se levar em conta o grande número de denúncias relacionadas à violência doméstica no Brasil: foram 563 mil denúncias só em 2019. Portanto, essa condição de longa data no país encontra-se nas obras literárias do século XX, como “Campo Geral” do escritor mineiro Guimarães Rosa. O livro personagem em que Miguelim olha para a surra de seu pai em sua mãe precisa ser extinta. Portanto, os grupos que visam eliminar a violência doméstica, como o movimento feminista, devem ganhar maior visibilidade, pois a situação do livro “Campo Geral” precisa ser erradicada da sociedade brasileira.
Além disso o movimento feminista assume grande procura no combate aos abusos sexuais, situação esta que surge na obra “O Cortiço” do escritor Aluísio Azevedo, em que um personagem Pombinha é vítima de violação. Diante disso, destacamos ações feministas voltadas para a melhoria da situação atual que atinge muitas mulheres brasileiras. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, foram 66.000 vítimas de estupro em 2018, e palestras em escolas, como a Universidade de São Paulo (USP), foi enfatizada a importância da notificação dos casos de violência sexual.
Portanto, não há dúvida de que o movimento feminista fez grandes avanços na luta pelos direitos das mulheres. Dessarte, é necessário que grupos que buscam as melhores condições de vida para as mulheres ganhem maior visibilidade no Brasil. Para tanto, o Ministério da Educação deve ordenar que os dois dias do ano letivo sejam dedicados a temas como feminismo e seus objetivos, um objetivo de conscientizar os alunos sobre o movimento. Nesses dias, universitários e professores podem ser dissipados para esclarecer dúvidas e debater temas relacionados ao feminismo, como violência doméstica e violência sexual. Além disso, escritoras feministas, como Simone de Bouvard na França, podem ter início professor-aluno, para que os alunos possam aprender mais sobre o movimento feminista.