A importância do voto consciente para a sociedade brasileira
Enviada em 27/10/2020
A civilização da Grécia Antiga influenciou diversas nações ao garantir o direito de participação política, mesmo essa sendo excludente no país. De fato, o Brasil bebeu dessa cultura, mas passou por desafios para garantir a universalização do voto, apesar de conquistado, é exercido de forma inconsciente por alguns. Assim, faz-se necessário observar o jeitinho brasileiro e o escasso senso crítico populacional.
Em primeira análise, vale ressaltar que desvios de conduta, como troca de favores eleitorais mostram-se um obstáculo a ser superado. Acerca disso, em “Raízes do Brasil”, o escritor Sérgio Buarque de Holanda discorre sobre hábitos e costumes que os brasileiros possuem, a fim de conseguirem algo. Nesse sentido, é inaceitável que, em busca de benefício próprio, a comunidade desperdice o seu poder de votar em representantes transparentes.
Outrossim, convém ressaltar a carência de criticismo da população, no que se refere a investigar o currículo dos candidatos. Sob tal viés, o filosofo René Descartes aborda que é necessário estudar assuntos, de modo aprofundado, com o intuito de gerar conhecimento e provocar o bem-estar geral. Assim, é incoerente que as pessoas não busquem conhecer projetos e o histórico dos políticos, o que contribui a uma votação sem estratégia.
Tornam-se evidentes, portanto, os impasses para garantir o voto consciente. Logo, o Ministério da Justiça pode elaborar uma página virtual, a qual deve servir de fonte de informação para os cidadãos, por meio do lançamento dessas em todas as plataformas digitais, com o objetivo de fornecer dados sobre os políticos. Ademais, o Ministério da Educação, em parceria com a mídia, deve expor nos meios televisivos a necessidade da votação com responsabilidade, por via da orientação de profissionais jurídicos, com o fito de desconstruírem a troca de favores eleitorais e despertarem o senso crítico social.