A importância do voto consciente para a sociedade brasileira
Enviada em 16/11/2020
O voto, como instrumento constitucional, é muito mais do que um direito à cidadania, é um dever de formação básica do cidadão. É um desafio para cada cidadão exercer a pleno esse direito de maneira consciente. Em face das inúmeras fontes de informação, cabe ao eleitor, selecionar as boas propostas para que exerça uma boa análise do que está sendo proposto e aquilo que são as necessidades da sua comunidade, do seu bairro ou da sua cidade.
Além da análise das propostas, o eleitor também deve avaliar o candidato, bem como sua integridade. Principalmente se já tiver exercido função pública, onde se podem pesquisar os feitos em sua gestão. De acordo com o site do Tribunal Superior Federal (TSE), uma das maneiras de alcançar a consciência desse direito humano e constitucional é conhecer o funcionamento do processo eleitoral brasileiro para entender de que modo eles são eleitos e de que maneira vão agir em seu mandado. Como descrito no Art. 46 da Constituição, sancionado em 1965, o voto é secreto e obrigatório.
Por outras palavras, o eleitor precisa optar por um voto “desapegado”, onde não pode privilegiar os interesses próprios, mas sim os interesses da coletividade. Participar de encontros comunitários é um bom canal para conhecer as reais necessidades coletivas e assim, poder participar também do debate político, além de propiciar boas informações coletadas. Efetivamente, a condição para que seja feita uma boa escolha no momento do voto, tornando-o assim um voto consciente. Os benefícios que podem ser observados seguindo as dicas do voto consciente vão desde o alinhamento das necessidades da comunidade com as propostas dos candidatos eleitos, um investimento público naquilo que de fato a comunidade espera, evitando assim desperdício do recurso público e a capacidade idônea de fiscalizar a gestão através dos atos e portais da transparência.
Conclui-se que é justamente nesse tema da transparência que poderia se ter uma comunidade mais atuante. Através das associações municipais ou câmara de vereadores, eventos poderiam ser realizados para conscientização e apresentação dos números da gestão e da produção legislativa. Assim o ganho para a democracia se consolidaria com uma boa fiscalização dos agentes públicos.