A importância do voto consciente para a sociedade brasileira
Enviada em 03/08/2021
De acordo com o Movimento Voto Consciente, organização civil de interesse público nacional, o papel do cidadão na democracia se baseia em: votar, cobrar e participar da política, exercendo sua cidadania para buscar soluções aos problemas coletivos. Diante disso, nota-se a importância da educação política para a promoção do voto consciente na sociedade tupiniquim. No entanto, é evidente que as bases críticas do corpo social não atendem à essa proposta, devido a ineficiência do Poder Público em gerir uma nação de proporções continentais. Isso se deve às lacunas do sistema educacional brasileiro que fomentam à lenta mudança da mentalidade social no Brasil.
Em primeiro lugar, deve-se ater à discussão ao papel do Estado de assegurador de direitos civis na sociedade. Nesse sentido, é pertinente trazer à narrativa a obra O Leviatã, do filósofo moderno Thomas Hobbes. No célebre texto, o autor discorre sobre a responsabilidade do Poder em honrar com o Contrato Social elaborada junto ao coletivo, ou seja, garantir à efetivação de direitos sociais. Contudo, ao traçar paralelos ao contexto nacional, tem-se: sistema educacional retrógrado e lacunar, que promove alienação parcial dos indivíduos pensantes, sendo enfatizada por propagandas políticas enganosas desprovidas de criticidade. Esse panorama demonstra que o Poder Público é incapaz de garantir que a sociedade exerça sua cidadania, ao impedir a formulação por meio da educação, do senso crítico necessário para votar de forma consciente e melhorar sua própria realidade.
Em segundo lugar, outro pilar atrelado à essa problemática, deve-se à lentidão de mudança nas perspectivas sociais do País. Desse modo, pode-se trazer à discussão o dramaturgo José Saramago e sua obra distópica, ‘‘Ensaio sobre a Cegueira’’, onde o autor discorre sobre uma sociedade alheia e moralmente cega à realidade caótica que a permeia. Visto isso, nota-se cirúrgica semelhança no que tange a importância do voto consciente e a falta de meios (educação falha, Estado omisso), para que se alcance tal propósito, uma vez que o corpo social é incapaz de julgar concisamente o contexto no qual está inserido e as consequências desse óbice. Tais quais, manipulação ideológica de partidos polítcos em prol de benefícios individuais, piora da qualidade de vida por falta de efetivação de leis e direitos, e aumento dos casos de corrupção, visto que a inconsciência política elege inconsequentes governantes do âmbito municipal ao federal, perpretrando esse entrave na civilidade brasileira.
Por fim, urge que o Ministério da Educação em parceria com entidades políticas, formulem o Projeto ‘‘Penso, logo Voto’’, a ser ministrado na Grade em todas as instituições de ensino e também por meio de campanhas nas redes sociais, para que se atinja outros setores sociais, com o fito de, por meio do debate, fundamentar o voto, a cobrança e a participação dos brasileiros no exercício de sua cidadania.