A importância do voto consciente para a sociedade brasileira

Enviada em 15/11/2021

Rousseau, Hobbes e Locke, filósofos jusnaturalistas, formularam individualmente teorias para o surgimento do Estado enquanto instituição, porém manteve-se em comum o dever desse para a prosperidade de determinada nação. Nessa perspectiva, compreende-se a importância que o voto consciente  tem para a manutenção da ordem social em países democráticos, tal qual o Brasil. Contudo, o desgaste da figura de políticos é um fator que desestimula o papel eleitoral do povo tupiniquim.

Primeiramente, é importante avaliar como o voto responsável é imprescindível para o futuro de uma nação. Nesse sentido, a necessidade humana de se organizar politicamente é legitimada pela ideia do filósofo grego Aristóteles, quando esse afirma que o homem é um “animal político”. Dessa forma, a liderança de um grupo por alguém capacitado para tamanha responsabilidade está intrinsecamente ligada a seu progresso, visto que o poder depositado na figura de um líder de Estado é enorme. Por conseguinte, há a promoção de bens e direitos àqueles que residem coletivamente, tornando tal sociedade justa por meios administrativos e constitucionais.

Outrossim, o cenário político atual contribui para o desgaste da figura dos candidatos no Brasil. Segundo o filósofo Arthur Schopenhauer, a riqueza influencia o homem de forma igual à água do mar: quanto mais se bebe, mais sede se tem. Sob tal ótica, faz-se um paralelo ao cenário hodierno do país, visto que os frequentes casos de investigações em prol da elucidação de esquemas de desvio e transferência de verbas públicas provam que grande parte dos elegidos sobem ao poder com intenções legalmente desprezíveis. Assim, o desgosto do eleitorado para com o rumo que a democracia está tomando é, até certo ponto,  justificável, o que leva à incidência de abstenções e votos nulos e brancos.

Depreende-se, portanto, que o voto, desde que consciente, é imprescindível para um futuro com possibilidades infinitas de prosperidade para o país verde e amarelo. Nesse sentido, urge ao Ministério Público, em associação direta ao Poder Judiciário, fiscalizar formalmente governantes que, com tendências e pretenções nocivas, encontram-se no poder. Isso deverá ser feito por meio da análise de dados que reflitam o comportamento econômico do país, como o Produto Interno Bruto (PIB) e a renda per capita, ante a presença de certo político em cargos efetivos, de modo a prever falhas administrativas e saná-las a tempo. Ademais, é necessário que o Ministério da Educação, em parceria com secretarias do Tribunal Superior Eleitoral, promova aulas temáticas em escolas a fim de democratizar a educação política, em prol da conscientização do peso que um voto possui para o progresso - ou não - de uma nação. Dessa forma, o papel atribuído ao Estado, conforme as ideias jusnaturalistas, será efetivamente cumprido, sem entraves e percalços.