A importância do voto consciente para a sociedade brasileira

Enviada em 15/05/2022

Na obra “Utopia”, do inglês Thomas More, é retratado uma sociedade perfeita na qual padroniza-se pela ausência de conflitos e defeitos. No entanto, o que se observa na atualidade vai em oposição às prerrogativas do autor, uma vez que o voto consciente na sociedade brasileira apresenta-se como barreira para os planos de More. Nesse sentido, essa realidade se deve, essencialmente ao descrédito do sistema democrático atual, bem como do comodismo da população.

Em primeiro plano, pode-se destacar a descrença no sistema político hodierno como um dos impulsionadores à permanência do impasse. Nesse contexto, consoante Aristóteles em seu livro “Ética a Nicômaco”, a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos, logo se verifica que esse conceito encontra-se deturpado no Brasil à medida que as negligências cometidas pelos sistemas anteriores e as falsas promessas políticas dos candidatos, a sociedade se torna inerte no tocante à participatividade, tal como a efetivação do papel da cidadania no exercício do voto. Assim, esse cenário deficulta a mitigação dos processos sociopolíticos.

De outra parte, é preciso pontuar uma postura cômoda da nação verde-amarela. A esse respeito, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman em sua obra “Modernidade Líquida”, as relações pessoais estão cada vez mais razas. Diante disso, tal conceito de aplica à conduta da população, visto que não é dada a devida importância as votações e a noção de cidadania no país, de modo a fomentar a omissão do direito de escolha do indivíduo. Desse modo, cabe ao Estado adotar uma postura mais engajada diante desse cenário.

Portanto, é indispensável frear, pois, os tonificadores da adversidade. Acerca disso, cabe ao Ministério de Direitos Humanos juntamente com o Ministério da Educação e Cultura (MEC), por meio de verbas governamentais, criar palestras e simpósios os quais elucidem a importância da participação política dos indivíduos em sociedade e da noção de cidadania, a fim de garantir a construção de um público mais engajado e menos acomodados no que diz respeito aos direitos dos cidadãos. Somente assim, seria possível, por fim, assemelhar-se a utopia proposta por More.