A importância do voto consciente para a sociedade brasileira

Enviada em 04/10/2022

Desde a criação da República Brasileira até a promulgação da Carta Magna de 1988, o voto era uma forma de dominação das oligarquias sobre o exercício político dos cidadãos – que não tinham liberdade nem consciência sobre o poder de transformação do voto responsável. Tal cenário, embora revolucionado pelos direitos políticos, não difere da realidade brasileira quando se nota a continuação do poder de mudança do voto. Isso ocorre, principalmente, devido ao voto consciente amadurecer a democracia e estabilizar a política no país. Nesse sentido, torna-se evidente a necessidade de analisar o tema em questão na tentativa de destacar a importância do voto com consciência.

Em primeiro lugar, é importante destacar que o voto consciente amadurece o regime democrático quando eleitores se informam sobre os candidatos e exercem os seus direitos políticos de forma responsável. A partir disso, diminui as chances de um político ser eleito pelo fanatismo ou pela radicalização do campo ideológico - esquerda e direita – como ocorreu durante a Guerra Fria, no qual políticos eram eleitos com base no sensacionalismo. Dessa forma, ao buscar informações, o indivíduo, nota a importância do seu voto em escala coletiva, podendo beneficiar não somente a classe social do eleitor, mas a sociedade como um corpo social unido.

Ademais, a estabilidade política começa quando o eleitor vota de forma responsável em as suas escolhas previamente estudadas. Com isso, há a possibilidade do debate construtivo – fenômeno que permite a divulgação de diversos pontos de vista – fortalecendo a democracia e permitindo, ao eleitor, conhecer de forma crítica, a realidade além da sua bolha social. Dessa maneira, o indivíduo terá uma visão ampliada sobre as eleições e, essencialmente, sobre os candidatos aos cargos, além de exercer a capacidade política inata ao homem – conceito estudando por Aristóteles – que explica o homem como animal político que atinge a maioridade social ao se envolver com a política.

É mister, portanto, o Estado, como garantidor de direitos, fomentar medidas capazes de destacar a importância do voto consciente. Para isso, o Ministério da Cidadania -órgão federal responsável pelas atividades sociais – deve, por meio de verbas governamentais, divulgar pela mídia, a necessidade de olhar criticamente para o exercício de voto, a fim de ressaltar o poder do voto responsável e evitar que a radicalização impregne nesse processo. Desse modo, a sociedade brasileira não será dominada pelas oligarquias controladoras de voto, como ocorria antes da promulgação da Constituição Cidadã de 1988.