A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves

Enviada em 11/10/2021

“Coisa de Nerd”, um canal do “Youtube” traz o público para os vídeos, dentre uma dessas pessoas, Tiago, uma criança que estava lutando contra o câncer por anos, de modo que, por meio do tratamento contínuo, viveu o resto da sua vida se divertindo e alegrando os inscritos. Nesse viés, os cuidados lenitivos mantém a pessoa interligada com o corpo social uma vez que, não só permitem a pessoa participar socioeconomicamente, mas também proporcionam o convívio e interação mais humano.

A princípio, o tratamento prolongado torna a vida do paciente o mais agradável possível no que tange a vivência em sociedade. Com esse constructo, quando alguém recebe um diagnóstico de uma enfermidade que leve aos cuidados extensivos, ela encontra-se fragilizada, pois a rotina, os medicamentos e a própria doença podem torná-la debilitada fisicamente e mentalmente. Em concordância, o cientista Stephen Hawking, que sofria com Esclerose Lateral, quadro em que perde-se o controle da musculatura, afirma que pensou em desistir de sua carreira já que não conseguia ir na sala sozinho, nem usar a lousa, como descrito em seu livro “Minha Breve História”. Entretanto, ele também afirma que, em virtude do apoio estrutural e emocional, característicos do método lenitivo, ao longo de sua doença, ele pode não apenas continuar seu trabalho, mas viver de forma digna, superando a expectativa de dois anos de vida. Por fim, a realidade do cientista não é diferente de muitos, que, assim como ele, também podem viver de forma acessível caso tenham acesso aos meios paliativos.

Outrossim, os métodos mitigativos também são uma forma de normalizar a a visão do diagnosticado como uma pessoa comum, não segregada de seu ciclo de interações. Nessa seara, ser portador de uma condição grave é um fator que gera discriminação, visto que toda sua rotina, horários se alteram para o fim médico, como no caso de Sakura, protagonista da obra “I Want to Eat Your Pancreas”. No filme, a jovem sofre da falência terminal de seus pâncreas, de maneira que ela se isola da escola e de seus amigos, inicialmente pela exigência hospitalar, mas, depois, pelo medo da reações e da falta de apoio emocional. Nessa perspectiva, a moça apenas melhora suas relações sociais com ajuda de um amigo que representa, o qual deveria ser o papel do tratamento paliativo, ao cuidar das três esferas da saúde definidas pela OMS: física, social e mental.

Em virtude do exposto, é vital que hajam medidas que busquem trazer o método citado a situação brasileira para que se garanta uma vida minimamente agradável aos enfermos. Para isso, é dever no Ministério da Saúde estabelecer mais centros hospitalares qualificados para atender mais pessoas, o que poderia ser feito por meio do incremento de verbas para a modernização das clínicas e compra de aparelhos necessários.