A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves
Enviada em 02/10/2021
Durante a Idade Média , o pensamento da sociedade acerca da morte era religiosamente marcado por uma esperança de se atingir o Paraíso no pós vida. Nessa senda, com o passar dos séculos, o assunto da morte tomara outras interpretações e passara a ser menos discutido nas sociedades capitalistas. Nesse viés, a importância dos cuidados paliativos se manifesta na desmitificação desse processo natural e na manutenção da dignidade humana.
Em primeiro plano, é útil ressaltar a atuação dos cuidados paliativos em uma sociedade que precariamente discute esse tema. Dessa forma, a obra ‘Precisamos falar sobre a morte’ relata a função desse setor da saúde na quebra das visões pessimistas sobre o tema, uma vez que busca o conforto do paciente em seus momentos finais tornando menos dolorosa essa transição. Por conseguinte, tal setor da saúde promovem um ambiente mais humanizado nos hospitais o que acarreta na elevação da qualidade de vida da população.
Outrossim, é pertinente destacar a preservação da dignidade humana como um dos efeitos dessa prática. De tal maneira, por serem aplicadas sobre pacientes com condições terminais, os cuidados paliativos diminuem as chances dos indivíduos se submeterem a procedimentos degradantes, com poucas chances de sucesso como em casos de câncer. Desse modo, a condição humana de ‘fim em si mesmo’, defendida por Immanuel Kant, é perpetuada uma vez que o corpo não será utilizado como meio ou objeto da medicina.
Destarte, medidas são necessárias para que tal prática tenha mais visibilidade. Logo, cabe ao Estado a promoção do pensamento coletivo sobre a morte, por meio da inclusão do tema na educação básica e incentivos fiscais aos hospitais que incluirem os cuidados paliativos entre seus tratamentos, para que a sociedade desmitifique suas concepções e esteja mais consciente sobre a temática. Só assim, o mundo trilhará um caminho que preza pela dignidade humana em todas suas esferas.