A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves
Enviada em 30/09/2021
A aceitação da morte é um assunto que já foi muito discutido ao longo da história, tendo como exemplo Sócrates, que acreditava que filosofar é aprender a morrer. No entanto, embora o fim da vida seja algo óbvio e completamente natural, é muito difícil aceitá-lo, principalmente para aqueles que são afligidos por enfermidades terminais e apenas aguardam pelo dia de suas mortes, o que torna pertinente o debate sobre a importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves. Nesse cenário, destacam-se a falta de atenção do governo com os serviços supracitados e a necessidade desses para todos aqueles ao redor do doente.
Em primeira análise, é certo que existe grande ignorância da população brasileira e até mesmo de muitos profissionais da saúde acerca dos cuidados paliativos, sendo que tal pauta representa extrema importância para a qualidade de vida daqueles que enfrentam condições de saúde que causam grande sofrimento e não podem ser curadas. Dessa forma, pode-se levar em conta uma afirmação do filósofo inglês John Locke, que diz que é dever do estado garantir os direitos e o bem-estar dos cidadãos. Desse modo, é possível afirmar que o governo devia ser o responsável por fazer com que aqueles que sofrem com doenças graves não fossem esquecidos pela sociedade, mas essa obrigação não é cumprida, o que causa imensa angústia e dor a esses pacientes ao longo de seus dias finais.
Além disso, é importante ressaltar que o alvo dos cuidados paliativos não é somente o paciente, mas também sua família, amigos e todos aqueles presentes em sua convivência, que podem sofrer muito com a ideia da perda iminente de seu ente querido. Nesse sentido, torna-se relevante a utilização da definição de saúde pela Organização Mundial da Saúde:“saúde é o estado completo de bem-estar físico, social e mental, e não somente a ausência de doença”. Diante disso, conclui-se que é muito desgastante para a saúde de um indivíduo assistir alguém por quem possui afeto passar por dores excruciantes e a angústia da morte, sendo também objetivo da assistência ao paciente incurável atenuar o sofrimento desses cidadãos.
Logo, constata-se que os cuidados paliativos são de imenso valor no tratamento de um paciente com enfermidades terminais, e a negligência em sua prática deve ser combatida. Para tal, cabe a órgãos filiados ao poder executivo, como o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde, por meio de propagandas em mídias populares e palestras em instituições de ensino superior da área de saúde, promover maior entendimento sobre os cuidados paliativos e sua importância para a qualidade de vida daqueles que irão partir. Sendo assim, tal medida tem o objetivo de garantir que pacientes terminais tenham sua vontade respeitada e recebam os cuidados adequados para o seu bem-estar.