A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves
Enviada em 05/10/2021
O papel dos profissionais da área da saúde têm destaque no tratamento de doenças ao longo da História, como no caso dos médicos do século XIV, que atuaram no combate a Peste Negra na Europa. Assim, na atualidade, os especialistas da saúde têm destaque, também, no que diz respeito à importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves. Desse modo, cabe analisar a necessidade da valorização desses cuidados devido a sua função de diminuir o sofrimento dos doentes e de preencher uma lacuna governamental.
Sob esse viés, nota-se que tratamentos que atenuam os sofrimentos de pacientes devem ser valorizados, uma vez que melhoram a qualidade de vida desses. Acerca disso, o filósofo grego Aristóteles tratou em seus ensinamentos sobre a busca pela felicidade, eudaimonia, por meio das ações individuais. Com isso, a aplicação de cuidados paliativos, que buscam o máximo de conforto para as pessoas com doenças graves, é uma maneira de alcançar a felicidade proposta por Aristóteles, na medida em que proporcionam, em relação ao contexto delicado em que se encontram os pacientes, um meio mais aceitável de lidar com as enfermidades. Sendo assim, é imprescindível a valorização desses tratamentos na sociedade brasileira.
Ademais, é fato que os desdobramentos da omissão estatal na área da saúde podem ser amenizados pela aplicação de tratamentos paliativos. Sobre esse ponto, na década de 1980, com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), o conceito de saúde foi ampliado para qualidade de vida, e não somente ausência de doenças. Todavia, o Estado brasileiro não implementa nem o antigo conceito de saúde, e nem o novo, o que gera a urgência de tratamentos que diminuam o sofrimento dos enfermos com problemas graves. E isso, pois, a disponibilização de cuidados paliativos é o mínimo que o governo deve fazer durante uma situação em que não provém o ideal de qualidade de vida proposto pelo próprio SUS, que é um sistema público.
Portanto, o Ministério da Saúde, órgão do Poder Executivo, deve agir para valorizar os tratamentos que diminuem o sofrimento de paciente com enfermidades graves. Dessa forma, esse deve implementar a obrigatoriedade de uma equipe especializada em cuidados paliativos em todos os hospitais do Brasil. Isso deve ser feito por meio da colaboração de diferentes profissionais, como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e psicólogos. Além disso, essa ação deve ser tomada a fim de que esses procedimentos sejam valorizados e a lacuna estatal na área da saúde seja eliminada no Brasil.