A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves
Enviada em 15/11/2021
Theodor Adorno, em sua obra “Dialética do Esclarecimento”, propõe um projeto de libertação do homem da opressão e da massificação, por meio de uma ampla formação humanística. Para o filósofo alemão, o indivíduo deve caminhar na direção de uma consciência crítica, baseada na dignidade e no respeito às diferenças. Considerando essa perspectiva na análise da conjuntura atual, tem-se a questão da importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves, que revela como as relações “líquidas” e má influência midiática contribuem para a não efetivação da temática proposta.
Mormente, a falta de afeto e de empatia com o próximo, principalmente aos enfermos, é notável na sociedade atual. Outrossim, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, diz que vivemos uma era de “modernidade líquida”, em que os laços entre pessoas e instituições são considerados frágeis. Dessa forma, vê-se como de extrema importância os atuantes de cuidados paliativos para cidadãos que sofrem de alguma doença, pois são indivíduos que estão passando por um momento difícil e um olhar atento à eles promove respeito ao próximo.
Em segunda análise, nota-se que a falta de dissipação de infomações acerca de tratamentos alternativos à população é recorrente. Ademais, o sociológo Pierre Bourdieu diz que: “O que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão”, podendo ser relacionada a frase com a situação atual de não divulgação de notícias de maneira igualitária. Posto isto, é nítido o processo de seleção de assuntos considerados mais relevantes que outros para serem divulgados, ocasionando desconhecimento por parte dos cidadãos de problemas atuais graves.
Em síntese, torna-se clara a necessidade de ações coletivas garantidoras do bem-estar coletivo. Para isso, é de extrema importância que o Ministério da Educação, como instrumento de metamorfose social, atue com palestras e debates acerca da necessidade de cuidados alternativos aos sofredores de enfermidades, por meio de escolas e associações de bairro, de modo a garantir conscientização coletiva acerca da temática. Somente assim, poderão ser seguidos os preceitos de Adorno, em um caminho para maior reconhecimento da importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves.