A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves
Enviada em 15/10/2021
A Constituição federal de 1988 prevê a todo cidadão o direito pleno à saúde, à dignidade humana e ao bem-estar social. Entretanto, o contexto brasileiro do século XXI contraria esse direito, uma vez que se faz notória a banalização dos cuidados paliativos na sociedade. Tendo isso em vista, percebe-se a consolidação de um grave problema em virtude da falta de debates sobre a temática e do tabu com a morte.
A partir disso, é preciso se atentar para a falta de debates sobre a temática presente na questão. O filme estadunidense “Como eu era antes de você”, mostra a rotina de Will que após um acidente se tornou tetraplégico e optou pelos cuidados paliativos. Dessa forma, o cinema tem um papel fundamental para que o assunto seja refletido pelos cidadãos, que muitas vezes não optam por esses cuidados devido à ausência de conhecimento, fato esse inadmissível.
Outrossim, o tabu com a morte é um grande impasse para a resolução da problemática. Segundo o sociólogo francês Émile Durkheim, a família é o mecanismo primário de socialização, onde o individuo adquire costumes, crenças e valores. Desse modo, se a morte não for tratada no ambiente familiar, traumas irreparáveis e doenças como a depressão podem ser gerados, fato esse entristecedor.
Sendo assim, é indispensável a adoção de medidas capazes de assegurar a resolução da problemática. Cabe ao governo federal promover a visibilidade da causa por intermédio de propagandas na mídia aberta. Além de parcerias com clínicas privadas, para palestras de profissionais nas escolas a toda a comunidade que tratem sobre o tema e da oferta de consultas gratuita com psicólogos para a família de indivíduos que possuem doenças graves, a fim de garantir o direito constitucional.