A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves

Enviada em 01/10/2021

Sob égide constitucional, o artigo 6° prevê a saúde como direito comum à cidadania. Sendo assim, é de grande importância garantir cuidados paliativos para pacientes em estado crítico, pois essas medidas ajudam a diminuir o impacto traumático da situação. Além disso, a falta dessas ações preventivas podem levar à formação de profissionais da saúde despreocupados em humanizar seus pacientes, e ainda, à violação dos direitos do paciente como cidadão.

Indubitavelmente, é imprescindível para o médico saber lidar tanto com as questões científicas, quanto com a lado emocional e humano de seus pacientes. No que tange ao tema, a filosofa Hannah Arendt afirma que quando um indivíduo deixa de refletir sobre o seu cotidiano passa a banalizar as coisas. Analogamente, se o médico deixa de se preocupar com os tratamentos paliativos de seu paciente, pode passar a trata-lo como uma simples parte do seu negócio.

Ademais, independente da situação de fragilidade do doente, seus direitos como cidadão devem ser preservados. Como exemplo, em “Grey’s Anatomy”, série televisiva que retrata o dia a dia de um hospital, são mostradas situações onde o paciente exerce sua liberdade e toma a decisão final, mesmo que contradiza as orientações médicas. Com isso, conclui-se que um dos pilares do tratamento paliativo é preservar a autonomia do paciente.

Em suma, faz-se necessário a implementação do tratamento paliativo em todas as unidades hospitalares. Para isso, compete ao Estado, por meio de investimentos públicos, criar o PSP (Programa de Serviços Paliativos), uma iniciativa para promoção desses cuidados nos hospitais brasileiros. Por fim, essa ação tem por finalidade garantir a conduta humanitária nos serviços médicos, e ainda, a plenitude na cidadania do paciente.