A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves

Enviada em 01/10/2021

O filosófo Platão afirmava que o importante não era viver, mas viver bem. Dessa forma, quando se analisa esse emblemático pensamento, nota-se a importância de que os indivíduos possuam uma boa qualidade de vida. Desse modo, ressalta-se a relevância dos cuidados paliativos para cidadãos com doenças graves, pois visa o melhoramento da codição do paciente e de seus familiares. Todavia, é notório que essa perspectiva destoa do hodierno cenário brasileiro, haja vista que o despreparo dos profissionais e a incúria governamental tornam esse tipo de tratamento mais escasso, sendo imprescindível alterar o viés.

Nesse contexto, convém analisar, inicialmente, que a ausência do tema de progressão de doenças e fase final da vida nas universidades deixa os profissionais despreparados para esses acontecimentos, evidenciando uma falha no sistema educativo. Dessa maneira, de acordo com o filósofo Imannuel Kant, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Nesse sentido, fica nítido o porquê que a não abordagem nas faculdades sobre o estágio final da vida afeta tanto os futuros profissionais, visto que não eles têm contato com essa realidade, o que faz terem um choque quando necessitam lidar com essa situação, de modo a tornar os cuidados paliativos mais dolorosos e muitas vezes evitado. Assim, é de suma relevância alterar essa realidade, dado que esses tratamentos possuem grande importância, já que dão um certo conforto para o paciente e seus familiares.

Ademais, também se faz necessário salientar que a incúria governamental sobre a necessidade de implantar os cuidados paliativos nos hospitais torna mais difícil o acesso a esse tipo de tratamento. Nesse âmbito, conforme a Constituição Federal brasileira de 1988, é dever do Estado garantir a saúde e o bem-estar social. Entretanto, é notório que tal proposta é falha na prática, uma vez que o governo negligencia a necessidade de impor em todos os hospitais uma equipe de profissionais preparados e qualificados que façam o tratamento paliativo - que daria um estágio final bem mais confortável e agradável ao paciente -, demonstrando sua indiligência com os cidadãos que precisam desses cuidados.

Portanto, frente à problemática, torna-se imprescindível uma ação dos Ministério da Saúde, que deve, por meio de parcerias com o Ministério da Educação, impor que todas as faculdades relacionadas a saúde integrem uma matéria ou seminários constantes que falem sobre progressão de doenças e fase final da vida e que ensinem sobre os cuidados paliativos e sua importância, preparando os futuros profissionais. Além disso, esse mesmo Ministério deve impor profissionais qualificados em todos os hospitais do país. Diante disso, espera-se um maior acesso dos pacientes a cuidados paliativos e que eles se sintam mais confotáveis e bem nesse momento difícil, cumprindo com o emblema de Platão.