A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves
Enviada em 12/10/2021
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a falta dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente, seja pelo despreparo emocional da família com esses pacientes, seja pela maneira que essa situação é abordada pelos médicos.
De início, é notório destacar que nenhuma família está preparada para ter um parente doente, sendo assim, há a necessidade de aprender a lidar com isso, tanto para si mesmo, quanto com o indivíduo afetado, haja vista a importância do diálogo e da presença com a pessoa doente. Nesse sentido, também é relevante o apoio emocional com esse paciente, em nenhuma hipótese o abandono bem como muitas famílias optam e assim trazem a piora física e mental desse indivíduo.
Outrossim, destaca-se a abordagem dos médicos como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se a necessidade da maneira correta de o médico conversar com a família e com o paciente, haja vista que em momentos difíceis a arrogância de uma pessoa que é vista como uma chance de o paciente se recuperar é desnecessária e incoerente.
É evidente, portanto, a conveniência de medidas serem tomadas. Destarte, o governo junto à mídia deve, por meio das redes sociais, promover publicações e vídeos que expliquem às famílias como lidar com familiares doentes, e trazer assim uma maior segurança a esses indivíduos. Em suma, as faculdades da área da saúde, devem instituir matérias que ensinem os médicos a maneira correta de lidar com os pacientes e sua família, evitando as falas erradas e desrespeitosas.