A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves

Enviada em 06/10/2021

Consoante o matemático Platão, “O importante não é viver, mas sim viver bem”. Sob esse viés, é crucial salientar que os indivíduos devem possuir vida digna em todos os âmbitos e ser tratado de forma correta até o fim de seu ciclo. Nesse sentido, ao observar esse impasse, sabe-se que ele está vinculado à base lacunar educacional e o silenciamento. Assim, hão de ser analisados tais fatores para que se possa liquidá-los de modo eficaz.

Em primeiro plano, é imperioso destacar as causas desta problemática. Nessa perspectiva, conforme o filósofo Kant, - o ser humano é resultado da educação que teve –, ou seja, quando há intolerância com o paciente, há a ausência de educação. Além disso, a formação de profissionais é precária e não há reconhecimento honrado por isso, o que torna o profissionalismo desprovido de sutileza, gerando, assim, agravamento no quadro de saúde do enfermo, visto que não é cuidado de forma plausível. Desse modo, são necessárias ações para mitigar a vigência do problema.

Ademais, é fundamental o silenciamento como impulsionador da adversidade no Brasil. Nesse cenário, segundo o filósofo Pierre Bourdieu, - “Alguns temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas” –, ou seja, a cautela com o paciente em estado letal torna-se uma referência para o corpo social, pois, quando não realizada de forma adequada o enfermo desiste do tratamento por medo do profissional, relato que não é colocado em pauta nos hospitais. Como também, é essencial que haja o discernimento e comunicação em conjunto com o paciente para que possam desfrutar da companhia e possuir um laço afetivo maior. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Saúde - responsável por zelar da saúde do cidadão – e o Ministério da Educação – administra a educação dos brasileiros – ofereçam matérias específicas sobre adequação ao comportamento relacionado a pacientes em estados terminais e como desenvolvê-las no âmbito social. Outrossim, urge que disponibilizem palestras por meio de hospitais, instituições de ensino e praças públicas para disponibilizar conhecimentos fundamentais e impor restrições sobre o cuidado que deve-se possuir ao zelar por uma vida, a fim de trazer o tema como pauta crucial para o corpo social. Assim, consolidar-se-á uma sociedade mais justa em que todos possam viver bem e de forma harmônica, como afirma Platão.