A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves

Enviada em 02/10/2021

Conforme Nicolau Maquiavel, no livro “o príncipe”, o governo dispõe-se a incumbência de operar e tem como objetivo o bem universal. Diante dessa perspectiva, ao analisar a importância dos cuidados paliativos para os indivíduos com doenças graves, percebe-se que a afirmação do filósofo não se mostra presente nos dias atuais, visto que essa questão é tratada com desleixo pelo Estado e não é vista com valorização e relevância por parte da população.

Em primeiro lugar, vale ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater esse sofrimento das pessoas que enfrentam problemas associados a doenças potencialmente fatais. Nesse sentido, observa-se que é necessário uma devida notabilidade e comprometimento com a causa, como propor melhores condições sociais. Além disso, não ocorre incentivos em hospitais e consultórios, dessa maneira as pessoas não se sentem estimuladas e os médicos sendo por muitas vezes incapazes de oferecer a devida qualidade de vida para o seu paciente. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do seu “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os indíviduos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde e a proteção social. O que, infelizmente, é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a falta de preocupação e valorização dos cidadãos como um fator influenciador dessa narrativa. De acordo com Dalai Lama, ‘‘o amor e a compaixão são necessidades e não luxos. Sem elas a humanidade não consegue sobreviver", diante dessa prerrogativa, nota-se que os cuidados paleativos são de extrema relevância, principalmente em situações de doenças graves, pois os pacientes e familiares, apenas precisam de um ambiente que garanta conforto e bem-estar com um bom suporte, entretanto na sociedade atual a frase do monge budista não tem se reverberado, porque a populaçao não apoia ou coloca ênfase na problemática, isto é, confudem o que seria um direito humano com algo supérfluo. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto,  a necessidade de se obter um melhor resultado nessa temática. Para isso é imprescendível que o governo federal, crie mais hospitais e clínicas, melhore as estruturas dos ambientes de saúde, ofereça melhores condições e incentivos aos médicos, fisioterapeutas e nutricionistas para melhores tratamentos e por meio de redes de comunicação como o Sbt, Band, Rede Globo e Record divulgue as relevâncias dos cuidados paliativos para pacientes com graves doenças, com o intuito de promover e alertar a agremiação para que entendam a funcionalidade da causa e compreendam os seus valores. Assim, se consoliará uma sociedade mais saudável, informada e benéfica, tal como afirma Nicolau Maquiavel.