A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves

Enviada em 07/10/2021

De acordo com o artigo 196°, da Constituição Federal de 1988, é objetivo fundamental da República Federativa do Brasil garantir saúde e bem-estar social. Entretanto, tendo em vista a atual situação do país, observa-se que tal objetivo não é realizado, uma vez que grande parte dos brasileiros não possuem cuidados paliativos ao final da vida, o que dificulta a efetiva democratização desse meio pelo tecido social brasileiro. Diante disso, deve-se analisar como o despreparo profissional e a inércia governamental provocam a problemática em questão.

Em primeiro lugar, é válido ressaltar que a falta de qualificação profissional contribui para a ineficiência de cuidados paliativos. Nesse sentido, consoante ao pensamento do filósofo Platão, " o importante não é viver, mas viver bem." Dessa forma, quando se analisa esse emblemático pensamento é nítido a importância de que os indivíduos possuam uma boa qualidade de vida, ou seja, a eficiência dos cuidados paliativos. Todavia, há muitos profissionais desinformados a respeito desse tema e com isso, não existe uma grade curricular a respeito desse assunto nas universidades para prepará-los. Logo, conforme o filósofo Immanuel Kant, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele.” , ou seja, é imprescindível o estudo aprofundado sobre tratamentos paliativos para o bem-estar de todos.

Em segunda análise, é fundamental enfatizar que a ineficácia estatal influência tal problema. Isso ocorre, pois o Estado deixa de cumprir o artigo 6° da Constituição de 1988, por não assegurar de forma eficiente saúde de qualidade para os cidadãos. Nessa lógica, é notório que tal proposta é falha na prática, uma vez que o governo negligencia a necessidade de impor profissionais qualificados para cuidados paliativos demonstrando a própria indiligência com os cidadãos. Consequentemente, é perceptível que essa carência gera o desconforto dos pacientes, os quais em estágio grave necessitam de maior atenção.

Depreende-se, portanto, que o despreparo profissional e a inércia governamental contribuem para a problemática em questão. Sendo assim, cabe ao governo em parceria com o Ministério da Educação- órgão responsável pela educação dos brasileiros- promover políticas públicas. Isso por meio de campanhas, palestras, recursos necessários para o incremento da grade curricular da área da saúde a respeito do tema cuidados paliativos, a fim de assegurar profissionais qualificados. Além disso, o Ministério da Saúde deve orientar a população sobre a importância do tratamento com esses cuidados  em uma fase tão delicada buscando sempre o melhor para o paciente. Só assim, será possível garantir os artigos 196° e 6° e o acesso a esse tipo de tratamento.