A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves

Enviada em 06/10/2021

A Constituição Federal de 1988 afirma: o cidadão possui direitos básicos, a exemplo da saúde. Entretanto - apesar de serem de extrema importância, os cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves são negligenciados, por meio do desamparo à vítima e sua família, com isso, o direito Constitucional é negado -. Dessa maneira, em razão da insuficiência das autoridades e do sistema de saúde, emerge um problema complexo.

A priori, deve-se ressaltar a falta de atuação do governo, já que a ausência de assistência social, por meio do desamparo no suporte aos medicamentos e a inexistência de profissionais de saúde para o apoio às vítimas, promove o sofrimento e a dor. Segundo Thomas Hobbes, o Estado é responsável pelo bem-estar social. Sob essa ótica, vê-se a importância do amparo estatal, por meio da melhora da qualidade de vida dessas pessoas, com tratamentos paliativos eficazes, os quais possuem grande relevância na sociedade.

Além disso, observa-se a negligência do sistema de saúde, o qual não é eficiente em tratamentos às doenças graves. Segundo Amartya Sen, os serviços básicos são essenciais para o progresso da sociedade. Sob esse viés, a negação do direito à saúde proporciona um retrocesso na sociedade, já que as vítimas enfrentam tratamentos de altos custos e quando gratuitos, por meio do SUS, são lentos. Dessa maneira, vê-se a importância dos cuidados paliativos, os quais garantem que o indivíduo não fique desmotivado ao enfrentamento do problema.

Infere-se, portanto, que os tratamentos às doenças graves são de extrema importância na sociedade, apesar de serem negligenciados. Sendo assim, cabe ao Estado, detentor máximo do bem-estar social, legitimar o atendimento às vítimas, por meio de uma maior implementação de profissionais da saúde especializados no problema, a fim de amenizar o sentimento de sofrimento e promover a assistência aos indivíduos.