A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves

Enviada em 06/10/2021

Stephen Hawking, renomado físico inglês, viveu desde os seus 20 anos com uma doença degenerativa e, na época, os médicos deram dois anos de vida a ele. No entanto, o cientista, por ter cuidados paliativos e amor à ciência, viveu até seus 76 anos de idade, contrariando os especialistas da saúde e denotando uma desinformação por parte dos mesmos. Dessa forma, é notável que a saúde mental do paciente é substancial para a qualidade de vida e longevidade do mesmo. Com isso, evidenciam-se problemas como a preparação dos profissionais da saúde e a falta de auxílio familiar em situações como essa, que devem ser elucidados.

Em primeiro plano, é possível perceber os buracos na formação profissional dos médicos no Brasil quando os assuntos são sensibilidade e orientação familiar. Nesse sentido, segundo a Organização Mundial da Saúde, os especialistas devem informar a família e prover assistência no momento do diagnóstico, a fim de melhorar a qualidade de vida no paciente. Entretanto, é comum a família ficar desorientada por falta de preparação dos profissionais da saúde, que pouco sabem como lidar com ocasiões fatais, o que decorre na má condição de vida daqueles que estão nos estágios finais de suas vidas.

Outrossim, a incapacidade da família de prestar ajuda é outro problema decisivo quando se fala em cuidados palitativos. Dessarte, a falta de poder aquisitivo, assim como o curto tempo livre do indivíduo são necessidades que os familiares não conseguem elucidar facilmente. Com isso, acaba sendo fatigante cuidar de uma pessoa com essas peculiaridades, deixando ambos os seres em uma situação incômoda e desagradável, o que faz com que o doente passe a ser um fardo, e isso se deve a falta de medidas protetivas por parte do Estado aos pacientes em estado terminal.

Em suma, faz-se mister o reajuste de medidas que assegurem boas condições de vida aos pacientes carentes de cuidados paliativos. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, órgão responsável pela política nacional de saúde e assistência médica, disponibilizar no Sistema Único de Saúde, remédios que cubram as necessidades dos enfermos em situação terminal, para aliviar a situação familiar e assim proporcionar melhor qualidade de vida aos mesmos. Além disso, o Ministério da Educação, encarregado dos assuntos educacionais, deve conferir aos estudantes de medicina aulas de como se portar em casos como esses durante sua formação, a fim de oportunizar uma vida como a que Stephen Hawking levou.