A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves
Enviada em 09/10/2021
Thomas More, em seu livro “Utopia”, retrata uma sociedade perfeita, na qual o corpo social se padroniza pela ausência de conflitos. Todavia, constata-se que, no atual Brasil, ocorre o oposto do que o autor prega, uma vez que a falta de importância quanto à questão do cuidado paliativo impede a concretização dos planos de More. Assim sendo, em razão da inépcia governamental e do silenciamento, indivíduos com doenças graves não têm esse tratamento de maneira ideal.
Primeiramente, vale ressaltar a ideia de Aristóteles, filósofo grego, que afirmou que o objetivo principal da política é proporcionar a felicidade de seus cidadãos. Entretanto, nota-se que essa tese não se aplica aos cuidados paliativos para pessoas com doenças graves, uma vez que o Estado não tem uma política pública eficiente para fornecer esses cuidados para os pacientes. Por exemplo, indivíduos em estágio terminal - pela infecção do coronavírus- morriam sem cuidados necessários em 2020. Isso acontecia porque existia um despreparo estatal para fornecer o cuidado paliativo a eles. Assim, o pensamento de bem-estar, defendido por Aristóteles, não se efetiva na realidade do país.
Ademais, é fulcral salientar que o silenciamento é causa latente do revés. Diante disso, Jurgen Habermas, em sua teoria comunicativa, destaca que a comunicação é o primeiro passo para a resolução de um imbróglio. No entanto, percebe-se uma lacuna no debate sobre a importância dos cuidados paliativos no âmbito da saúde e isso gera consequências, como médicos com formação profissional insuficiente para essa área de tratamento. Dessa forma, medidas são necessárias para mitigar o problema nos pacientes com doenças graves.
Dessarte, o tratamento paliativo abordado é uma temática importante. Nesse quadro, o governo federal deve criar campanhas publicitárias, por meio da captação de verbas da União. Esses anúncios precisam ser veiculados em todas as mídias nacionais de tal forma que demonstre que os cuidados paliativos fazem parte do direito à saúde e que todos deveriam ter a opção de tê-lo. Isso tem a finalidade de fomentar debates sobre tema supracitado e, por conseguinte, desenvolve-se ações para o Estado aplicar a fim de extinguir o impasse.