A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves
Enviada em 10/10/2021
No livro “Os Bruzundangas”, Lima Barreto satiriza uma fictícia nação na qual as mazelas sociais são tratadas com desdém pelos governantes. Fora do cenário literário, atesta-se, analogamente que a importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves está em situação semelhante. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar esse quadro, que possui como causas: a falta de debates sobre o tema e a falta de políticas públicas sobre cuidados paliativos.
É indubitável, nesse contexto que a questão sobre a falta de debates e explicações sobre este tratamento está entre as causas do problema. Assim sendo, Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é a verdadeira forma de ação. Por isso, para que o problema sobre os cuidados paliativos seja resolvido, faz-se necessário debater sobre. No entanto, percebe-se uma lacuna nessa questão, que ainda é muito silenciada. Assim trazer à pauta informações e explicações pode aumentar os debates encontrando assim, uma possível solução.
Em consequência disso, surge a ideia do descaso governamental em torno de políticas Publicas. Com isso, o filósofo John Locke defende que “As leis fizeram-se para os homens e não para as leis”. Ou seja, deve-se ser criada leis, planejando melhorar a vida de todos. No entanto, o Estado aproveita a falta de informação para não criar leis. Por conseguinte, os pacientes ficam expostos à situações criticas, visto que a importância desses cuidados é salientada pelo fato de proporcionar menos dores.
Portanto, infere-se que ainda há entraves para a solidificação de um mundo melhor. Dessa maneira, urge que as escolas, em parceria com a prefeitura, promovam um espaço de informações e debates sobre o tema. Tais eventos podem ocorrer extraclasse, contando com a prensença de especialistas. Além disso, tais eventos não devem limitar-se aos alunos, mas ser aberto à comunidade a fim de que mais pessoas entendam sobre o sofrimento dos enfermos. Somente assim, o Brasil conseguirá se desvincular da literatura de Lima Barreto.