A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves

Enviada em 12/10/2021

“O importante não é viver, mas viver bem”, citação de Platão, que já reconhecia a importância da qualidade de vida para os seres humanos. Analogamente, os indivíduos que sofrem com doenças graves e que se encontram em estados terminais, muitas vezes, não usufruem de tais benefícios de uma vida confortável, haja vista, encontram-se a falta de autonomia dos pacientes  e o tabu relacionado a morte. Desse modo, faz-se fundamental a minimização dessas problemáticas que anulam tamanha relevância do viver.

Em primeiro plano, pode-se destacar a ausência da tomada de decisões partindo dos acometidos por doenças em estado crítico, onde a família em sua maioria, decide os tratamentos que serão realizados e não questiona qual seria o real desejo do paciente. Sob o mesmo ponto de vista, o  filósofo alemão, Immanuel Kant, descreve a “autonomia da vontade” como sendo “o princípio único de todas as leis morais e dos deveres que estão em conformidade com elas”, o que revela a extrema necessidade de se respeitar a liberdade de escolha do indivíduo.

Ademais, observa-se o tabu da sociedade relacionado ao findar da vida.  Segundo o historiador Phillipe Ariès, a morte na idade média era percebida como natural e justa, no entanto, não é o que verifica-se na comtemporaneidade. Como resultado desse preconceito, pode-se perceber continuamente, a desconsideração quanto aos cuidados paliativos, que são capazes de conceder aos enfermos afetados por doenças graves, melhor qualidade de vida, por meio de assistência multidisciplinar.

Em virtude dos aspectos abordados, faz-se necessário que o ministério da educação, incentive as escolas a promoverem rodas de conversa a respeito do ciclo natural da vida, com o objetivo de normalizar  as discussões sobre a morte. Bem como, a utilização da mídia, através de campanhas televisivas e redes sociais, enfatizando a importância dos cuidados paliativos para o enfermo e a relevância da opinião desse. À vista disso, é possível que os impasses respectivos a falta de importância dada ao paliativismo sejam amenizados e assim o indivíduo que sofre de doenças graves possa “viver bem”.