A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves
Enviada em 11/10/2021
Segundo o Código de Ética Médica, a saúde do ser humano deve ser alvo de toda a atenção do médico, em benefício da qual deverá agir com o máximo de zelo e o melhor da sua capacidade profissional. Entretanto, tal conduta está distorcida na realidade brasileira atual em relação a importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves. Desse modo, afim de mitigar os males relativos a essa temática, é importante analisar o sistema de atendimento precário e a priorização de interesses financeiros em torno do tema.
Sób esse viés, pode-se apontar como empecilho a consolidação de uma solução o falho sistema de atendimento. De acordo com o Ministério da saúde, existem 1,8 médicos para mil brasileiros. Conforme os dados expostos, é legítimo concluir que o número de profissionais na área de saúde não corresponde à demanda encontrada nos postos clínicos, o que, por sua vez, gera uma sobrecarga nos médicos atuantes nesses locais, fato que corrobora a nociva prática da desumanização. Sendo assim, é ilógico observar que um país que se consagra desenvolvido, coloca em segundo plano a saúde da população devido à exiguidade de profissionais capacitados.
Outrossim, é igualmente necessario apontar a busca pelo lucro exacerbado como coadjuvante no revés. Nesse contexto, para Karl marx a economia determina a sociedade. Consequentemente, a economia vigente no país conhecida como capitalismo, no qual o principal objetivo se dá pela obtenção do lucro, está diretamente ligada a desimportancia atrelada aos cuidados paliativos por considerável parcelas dos médicos que passam a enxergar seus pacientes como mercadorias. Porque, é com base nessas pessoas que os altos salários são estruturados, impedindo um tratamento descente devido ao enaltecimento do dinheiro em detrimento da vida. Logo, enquanto a objetificação dos doentes for regra, a perda de valores éticos e empatia continuará vigorando na nação brasileira.
Depreende-se, a necessidade de combater esse obstáculo. Para isso o Ministério da Saúde tem de a destinar verbas para a contratação de mais médicos. Paralelamente, deve criar projetos com oficinas sobre a importância dos cuidados paliativos e como executá-los da melhor forma. Tais oficinas, podem ocorrer por meio de transmissões ao vivo em redes sociais (Youtube, Instagram e Facebook), contando com a presença de psicológos, e voluntários que já vivenciaram a experiência com algum parente próximo que tenha recebido esse cuidados a relatarem o quão positiva pode ser essa prática. A fim, melhorar e prolongar a vida de pacientes com doenças graves da melhor foma possível. Dessa maneira, o Brasil poderá superar o problema.