A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves
Enviada em 14/10/2021
A área da saúde sempre esteve ligada a salvar vidas, porém cuidar do paciente quando ele se encontra com uma doença terminal (cuidados paliativos) também é uma forma de expressar a medicina. Entretanto, o Brasil não apresenta essa cultura por lidar de outra forma com a possível morte, de forma penosa para o paciente e para os familiares. Nesse contexto, observa-se a falta de intervenção estatal e de treinamento da equipe hospitalar.
Primeiramente, todos os pacientes, independente do estado de saúde que estão, têm os mesmos direitos. Conforme a Constituição brasileira, é dever do Estado proporcionar saúde e bem-estar à população, no entanto, ambos são impossibilitados para aqueles que enfrentam doenças graves, já que os cuidados paliativos não são aplicados. Desse modo, os pacientes e os familiares passam por muitas dificuldades ocasionadas a essa falta, que poderiam ser evitadas se houvesse, dentro do Sistema Único de Saúde, espaços especializados nesses cuidados.
Ademais, é papel da equipe hospitalar conduzir qualquer tratamento da melhor maneira possível. Na série médica New Amsterdã, o chefe hospitalar se depara com a falta de um lugar especializado em cuidados paliativos em seu hospital, reformas são feitas e é perceptível a melhora no cuidado desses pacientes e de seus familiares. Na ficção, toda a equipe precisou de novos treinamentos para lidar com a nova forma de encarar as doenças terminais. O mesmo é necessário no “mundo real”, que, infelizmente, também não tem esse preparo. Os cuidados paliativos vão além de deixar o paciente sem dor, é também confortar a família, conversar com o paciente, enfim, focar na pessoa e não na doença. Para que isso ocorra, além de um espaço idealizado para isso, também é necessário treinamento para toda a equipe do hospital.
Portanto, a importância dos cuidados paliativos é clara e deve ser desenvolvida nos hospitais e clínicas no Brasil. Para isso, o Ministério da Saúde deve construir espaços especializados em cuidados paliativos nos hospitais, por meio da criação de novas normas para o tratamento de pacientes com doenças graves e/ou terminais. Tais medidas devem ser implementadas primeiramente nos hospitais que fazem parte do SUS (Sistema Único de Saúde) já que cerca de 75% da população utiliza-os. Tal ação deve, também, fornecer treinamentos para a equipe hospitalar sobre a importância e forma de realizar esses cuidados paliativos. Dessa forma, haverá a melhora para com esses pacientes e com seus familiares, fornecendo um tratamento que visa o apoio e a dignidade de todos os envolvidos.