A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves

Enviada em 28/03/2022

“A essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos”. Essa frase, da filósofa Hannah Arendt, aponta para a importância de os direitos serem mantidos na sociedade. No entanto, no que concerne à questão da importância dos cuidados paliativos nos indivíduos portadores de doenças sem cura, verifica- se uma lacuna na manutenção dos direitos humanos, o que configura um grave problema. Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover melhorias no que tange à questão dos cuidados paliativos para doenças graves, que persiste influenciado por falta de conhecimento, além de deficiência de debates.

A princípio, a falta de conhecimento caracteriza-se como um complexo dificultador. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre a importância dos cuidados paliativos com doenças sérias sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema.

O filósofo Foucault defende que, na sociedade pós-moderna, alguns temas são silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas. Nesse sentido, percebe-se uma lacuna no que se refere ao debate em torno dos cuidados minimizadores dos sintomas de doenças graves, que tem sido silenciado. Assim, sem diálogo sobre esse problema, sua resolução é impedida.

Por tudo isso, faz-se necessária uma intervenção pontual no problema. Logo, é preciso que as escolas, em parceria com empresas privadas, incentivem rodas de leitura e discussão no ambiente escolar, a partir de obras literárias que abordem os cuidados paliativos. Tais empresas podem fornecer os livros e os próprios professores realizar o processo mediador, elaborando, posteriormente, exposições e mostras culturais que divulguem à comunidade o trabalho realizado. Assim, haverá maior debate acerca da assistência centrada na qualidade de vida em caso de patologias sem cura.