A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves

Enviada em 14/10/2021

Com certeza, o avanço das técnicas medicinais que aconteceram desde os povos egípcios até os dias atuais evitaram inúmeras mortes. Contudo, em circunstâncias onde a ciência ainda não encontra uma cura, é indispensável que os tratamentos paliativos sejam feitos, o que, infelizmente, muitas vezes não é respeitado pelos profissionais de saúde e pelos familiares. Portanto, é essencial que haja conscientização sobre o seu uso.

Em primeira análise, salvar a vida de um enfermo é o princípio ético de um profissional da área de saúde, porém, é inegável que há certas doenças que ainda não há curas existentes que trazem desgaste físicos e emocionais irreparáveis ao paciente. Ou seja, diante ao sofrimento constante do enfermo, é necessário que ocorra o uso de tratamentos paliativos que amenizem seus sintomas para garantir uma melhor qualidade de vida, no entanto, muitas vezes é ignorada pelos profissionais e familiares. Tal mensagem é propagada no livro “Sete minutos depois da meia-noite”, onde diante da doença terminal da morte da mãe do protagonista, enfatiza a importância da união consensual entre o paciente e as pessoas ao seu redor para aliviar a sua dor, isto é, priorizando os cuidados paliativos.

Seguindo esta lógica, o respeito à liberdade de tratamento é um direito indispensável do paciente, não obstante, muitas vezes é indevidamente ignorado. Segundo reportagens divulgadas pela BBC, os tratamentos paliativos são constantemente confundidos como uma forma de eutanásia branda, o que erroneamente é usado contra este meio de tratamento. Em outras palavras, expõe a falta de conscientização da população sobre o tópico, pois o seu uso é exclusivamente para diminuir o sofrimento do enfermo enquanto novas técnicas de medicinas ainda são desenvolvidas.

Diante disso, é visível que há a necessidade de promover a conscientização da população sobre o que é o tratamento paliativo. Assim, por meio de leis a serem aprovadas pela Câmara dos Deputados, promover palestras para que profissionais e a população entenda sobre este tratamento, e, ao mesmo tempo, garantir o devido financiamento à pesquisas de doenças sem curas, ao mesmo passo em que promova estudos de tratamento paliativos que diminuam o sofrimento dos pacientes. A fim de acabar com o estigma sobre estes tratamentos, visando o bem estar da população.