A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves
Enviada em 15/10/2021
O filósofo Raimundo de Teixeira Mendes, em 1889, adaptou o lema “Ordem e Progresso” não só para a bandeira nacional brasileira, mas também para o país que, atualmente, enfrenta inúmeros empecilhos para o seu desenvolvimento com o descaso acerca dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves. Esse panorama ainda vigente é atestado decorrente de uma vasta negligência governamental agregada de uma enorme banalização popular em geral.
A princípio, ressalta-se que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) tais cuidados são de extrema necessidade, visto que, influenciam diretamente na melhor qualidade de vida do cidadão e dos familiares íntimos que enfrentam determinadas doenças com possibilidade de morte. Todavia, o contemporâneo desleixo governamental diminuindo as verbas para a contratação de profissionais da área e infraestrutura dos locais de atendimento, de acordo com o jornal G1, vai em contrapartidada com os ideais da OMS e resultam no aumento da imprecisão de diagnósticos, óbitos dos doentes e transtornos mentais dos familiares.
Ademais, corrobora-se que o conceito de banalização popular consoante à socióloga Hannah Arendt, aborda que quando um problema ocorre constantemente as pessoas deixam de vê-lo como errado e começam a tratá-lo como tabu. Sob esse viés, a falta de procura popular provido da desinformação e do orgulho, ocasionam na confirmação da teoria da socóloga e, consequentemente, no agravamento da temática.
Portanto, é de indubitável importância que o Governo Federal, numa ação conjunta com o Ministério da Saúde e a Câmara dos Deputados promova políticas públicas eficientes, mediante a implementação de leis que disponibilizem verbas para a contratação de profissionais da área e na publicidade sobre a importância desses cuidados, visando a diminuição dos índices de transtornos mentais dos próximos ao paciente e da mortalidade, bem como, numa eficaz qualidade de vida durante um momento delicado do adoentado e na descontrução do “tabu” social criado.