A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves
Enviada em 20/11/2021
No filme “Forrest Gump”, é retratado o percurso de Forrest, o qual sofre, durante sua infância, problemáticas relacionadas à capacidade de locomoção. Ao decorrer da narrativa, o personagem se liberta das amarras físicas que impediam a sua mobilidade, proporcionando uma nova dinâmica de vida. Nesse sentido, a importância dos cuidados paliativos para agentes sociais com doenças graves se assemelham a condição do protagonista do conto. Contudo, na realidade brasileira as asseguridades são negligenciadas, permitindo o agravamento do momento clínico dos indivíduos. Assim, deve-se apontar que a utilização inadequada de remédios para controle emocional e o descaso estatal corrobora com as adversidades.
Em primeiro plano, o uso de medicamentos de maneira errônea prejudica a saúde de doentes em estado problemático de vida. No livro, “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, é descrito uma sociedade futurista em que o consumo do comprimido “Soma” ocasionava mudanças nas condições mentais dos indivíduos, o que garantia a manipulação política do governo totalitário. De maneira análoga a história, a imposição de psicotrópicos de maneira problemática para manter o controle dos pacientes em estado grave, muitas vezes, impedem a atuação do sujeito no mundo social. Como consequência, ocorre a reprodução de estigmas que comprometem a atenção necessária para essas pessoas - como a noção de que pacientes com saúde problematizada são inúteis para o aparato social.
Ademais, a ação do Poder Público é ineficiente para produzir a importância necessária para doentes. Segundo o escritor Gilberto Dimeinstein, os direitos constitucionais não são efetivamente transmitidos à totalidade da população, o que procria cidadanias ilusórias. Acerca dessa linha de pensamento, a falta de acesso a serviços públicos não abrange o contexto preciso para o cuidado de doenças, o que ocasiona a piora hospitalar, reprimindo a continuidade do agente social na comunidade. Desse modo, a omissa acessibilidade resulta na exclusão e marginalização, desconstruindo a noção cidadã.
Portando, medidas tornam-se cruciais, a fim de mitigar as antíteses sociais. Primeiramente, a sociedade civil organizada - responsável pela transformação do ambiente social do país-, por meio de manifestações, deve exigir do Estado a inclusão de infraestrutura para reforçar o atendimento adequado para doentes, além de ofertar atendimentos psicológicos relacionados às condições psicológicas do sujeito. Além disso, é preciso que o corpo coletivo exercite as necessidades políticas necessárias para implementar políticas de fiscalização de consumo inadequado de medicamentos. Dessa forma, com objetivo de apregoar melhores hipóteses de vida - como ocorreu com Forrest.