A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves
Enviada em 20/11/2021
No filme Deadpool, o personagem principal, após receber a notícia que estava com câncer em estado avançado, por não ter um cuidado paliativo em seu tratamento, teve o seu psicológico afetado e se afastou de Vanessa, sua mulher. Nesse contexto, é incontestável a importância dos cuidados paliativos para os indivíduos com doenças graves. Embora seja relevante, devido a não obrigatoriedade, esse tipo de cuidado é pouco utilizado no Brasil, o que , de modo conseuquente, deixa o tratamento do paciente mais doloroso. Por isso, o Ministério da Educação ( MEC ) deve intervir para alterar esse quadro.
Nesse cenário, a não padronização da circunspecção para com patologias graves influencia na gênesis da problemática. Diante disso, Zygmunt Bauman, em sua obra ¨Modernidade Líquida¨, assevera que a individualidade afeta a interação em grupo, ou seja, os profissionais de saúde por terem um pensamento singular e centrado no controle e cura da doença, nem imaginam a possibilidade de tal tratamento de qualidade ou não possuem condições - fornecida pelo Estado. O vídeo divulgado pela Tv Oncoguia confirma isso, em que é afirmado que o cuidado paleativo é pouco disponível no Brasil , tanto que é dito que quem consegue ter acesso a este tratamento é comparado a um ganhador da Mega-Sena. Destarte, a qualidade de vida do país é diretamente afetada, uma vez que envolve os direitos dos cidadãos.
Por conseguinte, o cliente tem seu serviço de saúde precarizado pela falta de tal tratamento. Perante isto, a Constituição Cidadã, no Artigo 196, diz que o sujeito brasileiro deve possuir uma vida digna no âmbito da saúde. Entretanto, isso não acontece, uma vez que , ainda segundo os dados da Tv Oncoguia, há uma baixa adesão do tratamento paliativo na nação, o que contraria o escrito de 1988. Sob esse viés, a ausência desse recurso pela incúria do Estado, bem como Gilberto Dimenstein comenta em seu livro ¨O Cidadão de Papel¨, remove esse direito que deveria ser promovido de forma prioritária para as pessoas. Desse modo, as leis só serão registradas, mas não cumpridas, assim como disse Gilberto, nativo brasileiro.
Depreende-se, portanto, que o tratamento paliativo é importante, porém pouco difundido. Para minimizar isso, cabe ao MEC, responsável pela organização de ensino do país, aliado ao Ministério da Saúde, estimular o tratamento de qualidade em doenças graves a partir das instituições de ensino, por exemplo, universidades e instituições técnicas, e investir para colocar em prática nos hospitais, principalmente, públicos. Essa ação será realizada mediante uma nova lei, a qual removerá 10% do dinheiro dos impostos para a concretude da efetividade da ação. Acima de tudo, ato feito a fim de propagar o tratamento paliativo no Brasil e promover, de fato, o direito do postulado 196 supracitado.