A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves

Enviada em 31/10/2021

Segundo a Mitologia Grega, o Mundo surgiu com a união entre Gaia-simbolicamente a terra- e Urano-simbolicamente o céu. Isso se mostra como uma analogia à constituição do homem, que é formado por um princípio físico e outro, metafísico. Infelizmente, muitos pacientes em estado terminal são tratados como objetos pelos profissionais da saúde, sem levar em consideração os aspectos sentimentais e espirituais, que vêm com a aproximação da morte, tendo como consequência um maior sofrimento do enfermo. Visto isso, é muito importante a necessidade de cuidados paliativos para confortar indivíduos debilitados por doenças graves.

Nesse contexto, é notório dizer que muitas pessoas da rede médica estão preocupadas apenas na cura do paciente, desconsiderando o fato de que isso nem sempre é possível. Com isso, pode-se dizer que a formação da maioria dos médicos está calcada na ideia de salvar vidas de qualquer forma, porém, não é comum falar a respeito de como lidar com o processo antes do óbito. Essa problemática força esses profissionais a recorrerem a procedimentos invasivos para eliminar as doenças fatais, aos quais são deshumanos para o doente. Um exemplo disso ocorre em uma série chamada “Greys Anatomy”, em que o indivíduo possuía uma doença terminal e estava sendo submetido a vários tratamentos que apenas causavam dor e sofrimento e este acabou optando por parar as remediações.

Consoante a isso, essa constante tentativa de parar o finamento, pode trazer um sofrimento emocional e físico para o paciente. Vale ressaltar, que o enfermo portador da patologia terminal está emocionalmente debilitado e , às vezes, contribuir para amenizar seu sofrimento metafísico ajuda a melhorar a qualidade de vida do paciente. Tendo isso em vista, segundo a Constituição de 1988, todos possuem o direito à dignidade, assim, é necessário um acompanhamento médico, que além de combater as dores físicas, busque aliviar psicológicamente os pacientes e trazer o maior conforto necessário.

Dessa forma, com o intuito de acabar com a deshumanização presente em muitos hospitais, cabe ao Ministério da Educação, por meio de projeto-lei, assegurar na grade curricular das universidades de saúde, uma disciplina que prepare os futuros profissionais a desenvolver a capacidade de tomar decisões que contribuam para o conforto do paciente, como assistência psicológica e métodos alternativos para mitigar a dor física deste, a fim de proporcionar um possível prolongamento de vida do enfermo sem que ele sofra muito. Assim, toda a essência humana será contemplada, ou seja, a sua parte material e a outra imaterial, trazendo para o indivíduo conforto para passar pelo momento da iminência da morte.