A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves
Enviada em 04/11/2021
Com referência ao filme “A culpa é das strelas” é retratada a história de jovens com câncer, nesse sentido, recorrentemente esses jovens relatavam a vontade de se ausentarem dos hospitais e viverem uma vida “normal” até o útimo dia de vida. Nesse viés, essas doenças potencialmente fatais são um tabu na cidadania; com isso, é fundamental evidenciar a importância dos cuidados paliativos para indivíduos com essas enfermidades graves. Diante disso, deve-se analisar a falta de preparo dos profissionais da saúde, no sentido de debatertemas como a morte e a ausência de um órgão específico para acolher e informar à família e o paciente nessa situação humana.
Primeiramente, a falta de preparo dos profissionais da saúde, no sentido de debater sobre temas como a morte, é uma problemática na sociedade contemporânea. Isso porque, geralmente as universidades abordam apenas conteúdos que serão utilizados na prática para auxiliar na cura do paciente, ou seja, ainda há uma carência de debates sobre óbito, essa lógica é concretizada na série televisiva “Sob Pressão”, pois é evidenciado o despreparo estrutural e psicológica dos médicos diante da perda humana. Ademais, a falta de cuidados paliativos, acolhimento social e apoio terapêutico ocasiona na persistência da cultura de tabu sobre a fase final da vida. Logo, para desconstruir essa barreira, é essencial a implatação de aulas que preparam o profissional a dialogar sobre a morte com honestidade e respeito às famílias e ao doente.
Em segundo lugar, a ausência de um órgão específico para acolher e informar à família e o paciente nessa situação humana também é um problema no país. Em análise com o filme abordado, é evidenciado a criação de um grupo de apoio aos cidadãos com doenças graves, consequentemente, essa ação proporciona amparo emocional. Contudo, devido às péssimas condições econõmicas do SUS (Sistema Único de Saúde), principalmente nas áreas periféricas, geralmente se torna escassa a realização de pontos de atendimentos médicos paliativos em prol do bem estar social, consoante ao site G1, houve uma queda de investimento na saúde no governo Jair Bolsonaro. Portanto, é necessário que a população manifete sobre a destinação do dinheiro público, como também, cobrar dos governantes mais infraestrutura nos hospitais para tornar a morte menos sofrida.
Por fim, após os argumentos citados, medidas são necessárias para rever esse impasse. Por isso, o Ministério da Educação, deve implantar nos currículos dos cursos de graduações aulas sobre abordagens em situações que o paciente encaminha para o fim da vida, por meio de debates entre estudantes e professores para desconstruir o tabu existente, outrossim, o Estado deve investir no acolhimento social nos hospitais, a fim de obter cuidados paliativos com os indivíduos nessa situação.