A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves
Enviada em 16/11/2021
No filme “Como eu era antes de você” é evidente a importância de manter-se o cuidado de pessoas, que apesar de não almejarem mais a cura, por esta não ser mais uma possibilidade, buscam ter uma qualidade de vida. Assim, é fundamental manter-se cuidados paliativos à indivíduos, inclusive aquele com doenças graves. Dessa maneira, cabe ao Estado garantir esse direito, além de ter relação direta com o cristianismo.
Nesse contexto, cabe citar a Constituição Federal de 1988, documento mais importante do país, no qual em seu artigo 6° é garantido o direito a saúde como inerente a todos os cidadãos. Entretanto, tal cenário não se reverbera na prática, pois como dizia John Locke, é função do Estado garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis – nesse caso, independente da cura, a garantia de alívio e prevenção, almejando uma qualidade de vida. Assim, há uma quebra do “contrato social”, pois o Estado não está cumprindo sua função.
Ademais, a ideia de morrer, não é discutida com clareza, principalmente em hospitais, por receio. Em parte, essa ideia surge com a igreja católica, e é intensificada durante o Feudalismo, no qual como forma de controle da população, essa insituição criou analogias como bem e mau, inferno e céu, e mesmo depois de tantos anos, assusta muitas pessoas, que temem viver “uma vida longa de sofrimento no inferno” após sua partida – ideia presente em seu livro sagrado, a Bíblia.
Dessa maneira, viver em um país aonde a maioria da sua população é católica, segundo dados recentes do IBGE, pode ser assustador. Dessa forma, é imprescindível a participação do Estado nesse contexto, e temer a morte com tanto horror não deve ser naturalizado. Então, cabe ao governo federal e seu financiamento ao ministério da saúde, a capacitação de profissionais que sejam qualificados para entender e acalmar esses pacientes enquanto durar seu tratamento, pois o medo não pode ser constante. Essa inserção deve ocorrer por meio da mudança de editais de concursos públicos, além de garantir que os profissionais já inseridos, possam fazer cursos de qualificação para cuidados paliativos, visando assim garantir uma melhora significativa na vida desses. Já dizia Milton Santos, a democracia só é efetiva quando universal e desfrutada por todos.