A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves
Enviada em 16/11/2021
“O primeiro dos bens, depois da saúde, é a paz interior.”. De maneira análoga aos dizeres de François La Rochefoucauld, pensador Francês, é possível contextualizar a gravidade da atual falta de cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves, visto que, esse tipo de tratamento evita as sérias consequências psicológicas dessas doenças terminais, logo, preserva a paz interior desses enfermos. Ademais, essa falha na disponibilização dos cuidados paliativos possui como principal culpado o Estado. Assim, é lícito afirmar que uma mudança nesse quadro é substancial.
Em primeiro plano, é necessário evidenciar as graves consequências da falta de cuidados paliativos para doentes terminais: as mazelas psicológicas, desde a casos de inquietações emocionais até a grave doença da depressão. Nesse viés, a fala de Augusto Cury, psiquiatra brasileiro, é pertinente: “Nunca despreze as pessoas deprimidas. A depressão é o último estágio da dor humana”. Logo, para um paciente terminal que já enfrenta graves dificuldades físicas ter que lidar, também, com mais esse tipo de dor é como reduzir o seu tempo de vida restante, ademais, esse argumento é respaldado pelas recentes pesquisas da World Psychiary as quais informam sobre a redução da expectativa de vida por causa das doenças mentais. Portanto, fica claro a gravidade das sequelas da problemática.
Outrossim, é imperativo pontuar o papel fundamental do governo para a falta de cuidados paliativos para pacientes terminais. Já que o Estado carece de investimentos nesse setor, essa situação é, claramente, exemplificada pela notícia do jornal Folha de S.Paulo: “Menos de 10% dos hospitais tem equipes de cuidados paliativos no Brasil. Gargalo começa nas universidades; apenas 14% dos cursos de medicina tem formação específica,”. Dessa forma, atitudes que busquem mudar a atual situação de banalidade dos cuidados paliativos devem ser adotadas.
Diante do exposto, portanto, é necessária uma intervenção estatal através de medidas que busquem aumentar a disponibilidade de profissionais para os cuidados paliativos em doentes terminais, por meio, de maiores investimentos do Ministério da Saúde nas universidades, buscando o aumento dessa formação específica nos cursos de medicinas, já que essa ação é a mais eficiente para solucionar a problemática a médio prazo. Assim, após essas mudanças, a dita importante paz interior por François La Rochefoucauld será garantida.