A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves

Enviada em 30/11/2021

Na década de 1960, no Reino Unido, os Cuidados Paliativos surgiram de forma oficial como uma prática na área da saúde. De maneira análoga a isso, percebe-se a importância dos Cuidados Paliativos para indivíduos com doenças graves. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a falta de preparo dos profissionais e o fato da morte não ser muito debatido na sociedade.

Em primeira análise, evidencia-se a falta de preparo dos profissionais. Sob essa ótica, segundo os dados de uma pesquisa realizada pela Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP) entre 2016 e 2017, mostra que apesar de existirem mais de 300 escolas médicas no país, menos de 5% possui Cuidados Paliativos (CP) como disciplina. Dessa forma, se evidencia que há uma grande falta de preparo dos enfermeiros e médicos.

Além disso, é notório que a morte não é algo debatido na sociedade. Desse modo, como o filosofo Séneca disse, “Não é da morte que temos medo, mas de pensar nela”. Consoante a isso, pode-se dizer que as pessoas não temem a morte, mas sim o que vem depois dela e, portanto, não reconhecem que isso é algo natural e inevitável para os seres vivos. Tratar a morte como um tabu é uma maneira de piorar a situação de um paciente que sabem que ela é uma certeza próxima.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham a evidenciar a importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves. Dessa maneira, cabe ao Ministério da educação (MEC) implantar de forma obrigatória nas universidades a disciplina de CP, a fim de que os profissionais estejam preparados para lidar com o paciente e com a família do mesmo. Somente assim, será possível melhorar o atendimento e garantir que o indivíduo com a doença grave tenha um fim tranquilo.