A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves
Enviada em 09/12/2021
A Idade Média ficou conhecida, entre outras coisas, pela falta de higiene nas zonas urbanas, além do pouco conhecimento acerca do controle tratamento de doenças, caracterizando a medicina medieval como praticamente precária. No entanto, com o avanço das técnicas e instrumentos auxiliadores na área da saúde, hoje as formas de abordar doentes e suas enfermidades mudou drasticamente. Um dos principais exemplos dessas novas abordagens é o tratamento paliativo: Uma perspectiva humanista e personalizada para cada paciente - especialmente aqueles com doenças terminais - que objetiva, tanto o tratamento psicológico, quanto a diminuição dos sintomas para a amenização do processo.
Primeiramente, é importante salientar que, no tratamento de pacientes portadores de enfermidades progressivas, é crucial que hajam profissionais capacitados para abordar a temática da morte - visto o alto grau de dificuldade para chegar à cura. No livro “Como Eu Era Antes de Você”, a protagonista Clark se envolve nos cuidados de um paciente paralítico, pelo qual desenvolve grande afeição. A chegada de Clark foi crucial para o bom encerramento da vida do cadeirante, que teve um final ameno e tranquilo. Fora da ficção, existem profissionais especializados em cuidar da saúde mental daqueles que convivem com o tema da morte, devido à sua condição. Assim como no filme, o trabalho dessas pessoas é proporcionar um final digno e confortante para os pacientes, algo que seria difícil de acontecer fora da esfera do tratamento paliativo.
Além disso, é necessário destacar que, no âmbito do tratamento paliativo, os cuidados e diminuição da manifestação de sintomas incômodos é crucial para que o portador tenha uma jornada de vida decente, sentindo-se ao menos confortável no cotidiano. Nesse sentido, é válido relembrar dois dos direitos inalienáveis do ser humano, descritos no Artigo 5° da constituição: A garantia de que nenhum brasileiro será submetido a situação degradante, e o acesso à saúde. Dessa forma, o tratamento paliativo passa a ser abordado não só como uma opção de mercado para os doentes terminais, mas sim como uma necessidade que deve ser implementada em maior escala no território nacional, atuando como direito fundamental.
Em suma, são necessárias medidas para disponibilizar o tratamento paliativo em todo o país, visto a sua importância e valiosidade. Dessa maneira, é dever do Ministério da Saúde criar uma nova política social, em parceria com o programa do SUS, com acesso para pacientes que necessitam de tratamento paliativo, com objetivo de tornar esse método acessível em todo o país, independente da renda. Somente assim, a contemporaneidade se mostrará à frente do que aconteceu na Idade Média, e proporcionará uma medicina de qualidade a seus cidadãos.