A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves
Enviada em 12/01/2022
No filme “Os intocáveis”, um homem chamado Phillippe, sofre de uma doença degenerativa causada por um acidente ocorrido na juventude enquanto praticava esqui. Desde então, precisa de cuidados atentos para amenizar suas dores e assim conseguir viver com o máximo de conforto possível, devido à sua condição. No mundo real, percebe-se que a mesma necessidade é requerida por pacientes incuráveis: uma abordagem mais humanizada dos profissionais, e também, diálogos assertivos com o doente e a família deste.
Em primeiro lugar, destaca-se a importância de uma formação da equipe médica e de enfermagem voltada a humanização do exercício da medicina, já que isto pode ser um diferencial na condução de um caso sem cura, fundamentando decisões em busca do alívio, dignidade, respeito, e tratamento correto de sinais e sintomas. De acordo com a oração católica -Ave Maria- “agora e na hora de nossa morte”, nada mais existe além do agora e a hora derradeira. Nada mais justo do que trazer então, tranquilidade e afeto para esses dois momentos.
Outrossim, fica evidente que a comunicação com os envolvidos - paciente, família, e amigos - deve ser feita com muita cautela, pois, uma frase mal compreendida pode causar falsas esperanças, confusão, e mal-estar dentre os entes queridos e o próprio indivíduo. Todavia, a conversação bem instalada na realidade prepara o psicológico do enfermo, bem commo de seus familiares, fazendo-os saber o que pode ou não acontecer.
Em resumo, é urgente que órgãos e agentes da saúde dêem a atenção que merecem os cuidados paliativos. Para que os profissionais se conscientizem e preparem-se, faz-se necessário que o Ministério da Saúde invista por meio de colaborações privadas e governamentais na criação de matérias com enfoque nas habilidades exigidas nos cuidados paliativos, em todos os cursos relacionados à area médica. Um olhar verdadeiramente humano quebra paradigmas e transforma positivamente uma geração.