A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves
Enviada em 02/02/2022
O livro “A morte é um dia que vale a pena viver”,de autoria da médica Ana Claudia Arantes, fala sobre os cuidados paliativos para pessoas em estado terminal e o papel fundamental que eles têm em atenuar o sofrimento da familia e na manutenção do bem estar e qualidade de vida do paciente , apesar de não visarem a cura da doença.Sendo assim, o livro é um contraponto à medicina convencional,que tendo como objetivo a cura a qualquer custo e visando a recuperação do corpo, submete muitos pacientes a tratamentos agressivos e dolorosos que, em muitos casos não contribuem em nada para a melhora, antecipam a morte e a tornam mais dolorosa e menos digna.Tendo isso em vista, a importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves é inquestionável e é possível pontuar a perda da qualidade de vida do paciente e aumento do sofrimento e dos gastos desnecessários por parte da família como consequências da falta desses.
Em primeira análise tem-se a perda da qualidade de vida do paciente devido a ausência de cuidados paliativos, pois a busca desenfreada por revitalização física através de tratamentos invasivos propicia o agravamento da dor, cansaço,muitas vezes a perda de apetite e por ser um processo doloroso gera problemas psicológicos no paciente e sua família.O livro “Cidadão de Papel”,de Gilberto Dimenstein,fala sobre os direitos que são realidade apenas na teoria e nos documentos e, o artigo 5º da Constituição Federal é um exemplo disso, pois assegura qualidade de vida a todos os cidadãos brasileiros, entretanto, é fato que esse direito não é respeitado na maioria dos leitos de hospital.Diante disso, torna-se indubitável a importância dos cuidados paliativos a fim de que o direito à qualidade de vida seja experimentado em todas as fases da vida humana.
Outrossim, não há dúvidas quanto ao sofrimento da família do adoentado, que pode ser agravado graças a médicos e outros profissionais que mesmo cientes que não há nada a ser feito em prol da cura, incentivam que os procedimentos curativos prossigam, por objetivarem o lucro.Desse modo, alimentam a ideia ilusória de recuperação do paciente que ao ser frustrada causa muito mais sofrimento e,além disso, geram gastos desnecessários que acarretam outros problemas, como dívidas, para a família.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse.Faz-se urgente que o Ministério da Saúde exija que todos os hospitais tenham profissionais-psicólogos,médicos,enfermeiros-capacitados para realizarem os cuidados paliativos com o intuito de que os pacientes terminais usufruam de uma maior qualidade de vida e bem-estar.Ademais,é necessário que as universidades insiram a matéria de medicina paliativa para que formem-se médicos mais humanos e habilitados a lidarem com essa área.