A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves

Enviada em 09/03/2022

Em 2015, a ONU apresentou ao mundo o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável referente à “Saúde e Bem Estar”, responsável por direcionar, até 2030, os países para melhor qualidade de vida. Consoante à isso, é necessário o acesso por todos os cidadãos, incluindo pessoas que estão em fases graves de doenças. Revelando, assim, a importância, dos cuidados paliativos para garantir a dignidade dos seres humanos e dar apoio aos enfermos e suas famílias nos momentos finais.

No obra “Crônicas de Gelo e Fogo”, de George Martin, o conceito de “morte com dignidade” é utilizado para demonstrar respeito, ao conceder um último desejo e reduzir a dor dos indivíduos com doenças graves. Saindo da ficção, a rede de suporte para pessoas em situação terminal ainda é limitada e sem procedimentos bem definidos, visto que a maioria dos hospitais não possui equipe especializada na redução do sofrimento dos pacientes, escopo da área de cuidados paliativos. Logo, os conflitos internos dos doentes são acentuados e a capacidade de discernimento dos mesmos é reduzida, impossibilitando uma vida com plenitude, dignidade e evolução espiritual, essencial para a situação.

Além disso, segundo Ana Quintanda, médica especialista em cuidados paliativos, em seu livro “A morte é um dia que vale a pena viver”, o fim é uma forma de dar novo sentido à vida, enchendo-a de resoluções. Portanto, a equipe que integra os cuidados paliativos é composta de profissionais multidisciplinares, como psicólogos e assistentes sociais, além dos médicos, formando um núcleo de apoio para que o indivíduo gravemente acometido e sua família consigam, por exemplo, lidar com o luto e sentimento de vazio por um futuro não desejado, definir desejos do paciente, como posses materiais, diretrizes para cuidados de outras pessoas, como idosos e guarda de crianças, diminuindo o sofrimento dos envolvidos.

Desse modo, fica claro que os cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves são essenciais para garantir a dignidade a todos os enfermos e suas famílias. Dito isso, é necessário que o Conselho Federal de Medicina delibere que todos os hospitais contratem equipes especializadas em cuidados paliativos, e em conjunto com o Ministério da Saúde crie bolsas de residência na área de cuidados paliativos e treinamentos específicos para os psicólogos e assistentes sociais.