A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves
Enviada em 09/07/2022
No romance americano “A culpa é das estrelas” a protagonista Hazel, que é portadora de cancêr terminal, conhece seu amor em uma sessão de reunião de pessoas com a doença. Contudo, a falta de lugares como esse no Brasil, onde são realizados cuidados paliativos, evidencia problemas como a dificuldade de se preparar profissionais capacitados e a necessidade de aumentar a qualidade de vida de pacientes terminais ou extremamente debilitados.
A priori, vale ressaltar que segundo a OMS, no mundo, 40 milhões de pessoas por ano irão necessitar de cuidados paliativos no final da vida. Portanto, a demanda de enfermeiros, médicos, psicólogos, assistentes sociais e outros profissionais de saúde deverá ser suprida. Entretanto, é de extrema dificuldade formar profissionais hábeis a lidar com a morte de maneira saudável e conseguir cuidar de pacientes debilitados, pois certamente durante os cuidados se formam vinculos muito fortes, difíceis de lidar quando a vida chega ao fim.
Concomitantemente, o Brasil em 2015 se encontrava em 42º lugar na lista de qualidade de cuidados paliativos pelo The Economist, dado que mostra o quanto é necessário evoluir neste tema. Sobretudo, pacientes em estado terminal devem ter acesso a profissionais de saúde, atividades sociais e a medicamentos que melhorem a qualidade de vida , pois somente assim teriam um final digno e humanizado.
Portanto, se faz de extrema necessidade que o Ministério da educação e o Ministério da saúde fomentem a formação de profissionais especializados em cuidados paliativos através da criação de vagas em universidades públicas e cursos profissionalizantes na area da saúde , possibilitadas por dinheiro arrecadado pela União. Tais ações buscariam fornecer dignidade a pacientes necessitados.