A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves

Enviada em 14/04/2022

A Constituição Federal Brasileira garante o direito a saúde e a dignidade dos cidadãos. Entretanto, percebe-se um desfalque na área dos cuidados paliativos, para indivíduos com doenças graves. Dessa forma, a formação de profissionais da sáude e o conhecimento das pessoas são fatores decisivos para tornar o processo de morte em um momento mais aconchegante.

Primeiramente, vale salientar que a formação educacional na área da saúde é incompleta, visto que os discentes recebem poucas informações sobre como cuidar de pacientes em estágio terminal, sem usar medidas extremas. Dessa maneira, estão acometidos por uma cegueira moral, tal como no livro de José Saramago, haja vista que não enxergam oque o doente precisa, apenas procuram meios de curar a doença. Assim, enquanto os médicos olharem apenas para o distúbio, a dor física, psicológica e espiritual dos enfermos se perpetúara até sua morte.

Ademais, outro impasse nos cuidados com doentes terminais é o entendimento dos familiares, já que muitos não aceitam a situação e tentam prolongar a dor do doente, contra sua vontade, em busca da cura. Desse jeito, a autora do livro, " A morte é um dia que vale a pena viver", Ana Quintana, expoem que na maioria dos casos a família também precisa de acompanhamento, devido ao desgate emocional, ocasionado por conduzir uma pessoa que tem consciência da própria morte e pela dor de perder um familiar. Por isso, o assunto deve ser tratado com naturalidade na sociedade, para que assim os envolvidos tenham o apoio necessário, permitindo uma experiência mais confortável a todos.

Logo, esse cenário precisa ser alterado. Portanto, é fundamental que o Ministério da Educação, órgão responsável pela elaboração e execução da Política Nacional de Educação, por meio da inclusão de uma matéria sobre cuidados paliativos nos cursos da saúde, como medicina, enfermagem e fisioterapia, ensine os estudantes a tratar os doentes terminais com dignidade. Assim sendo, espera-se melhorar a relação da população com a morte e melhorar a qualidade de vida.